Interlocutores a par da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) acreditam que os primeiros dias de maio serão decisivos no que tange ao processo de venda das ações.
Segundo fontes ouvidas por O Fator, a oferta pode ser lançada ao mercado por volta de sexta-feira (8). Pessoas com conhecimento do caso avaliam que, se a oferta for tornada pública ainda nesta semana, a próxima poderá marcar o avanço rumo à fase de liquidação.
Outro grupo, menos otimista, crê que mesmo o lançamento ficará para a segunda semana de maio.
O lançamento, contudo, precisará ser precedido por aviso ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Em 16 de abril, a Corte autorizou as etapas prévias à privatização, mas vedou a conclusão do processo. A decisão estabelece a obrigatoriedade de informação ao TCE-MG em caso de qualquer avanço nos trâmites.
Dias antes de o Tribunal colocar freio na desestatização, havia expectativa, no mercado, de que a oferta fosse lançada naquela semana.
No dia 23 do mês passado, o governo do estado, na condição de acionista majoritário da empresa, liberou o arcabouço documental destinado aos grupos interessados em participar do leilão.
Um dos requisitos presentes no material é a apresentação, por parte de candidatos ao posto de investidor de referência, de uma carta-fiança de R$ 7 bilhões. Outra condição é a apresentação de atestados que comprovem alocação anterior de ao menos R$ 6,3 bilhões em ações de infraestrutura.
Pelo modelo desenhado pelo governo mineiro, o investidor de referência assumirá 30% dos 50,30% da Copasa atualmente nas mãos do Executivo. O poder público manterá 5%, com os outros 15% sendo disponibilizados para disputa fracionada.
Embora o caminho com um parceiro estratégico seja tido como bastante provável, o Palácio Tiradentes mantém de stand by um plano B, que prevê a pulverização, até a totalidade, das ações do governo. Esse percurso transformaria a Copasa em uma corporation.
Grupos nacionais na disputa
No mercado, dois grupos nacionais têm o favoritismo para arrematar os 30%. A tendência é que a disputa fique polarizada entre a Sabesp, em consórcio com a Equatorial, sua controladora, e a Aegea.
Maior acionista particular da Copasa, com pouco mais de 15% do capital, a Perfin não almeja se tornar investidor de referência. Como adiantou O Fator, a intenção da empresa é ampliar seu percentual por meio da compra de uma fatia dos 15% que serão colocados para disputa fracionada. A estratégia é se consolidar como líder do bloco minoritário.
