O senador mineiro Cleitinho Azevedo (Republicanos) se ausentou, nesta terça-feira (5), do primeiro dia do 41º Congresso Nacional de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), no Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte.
Presença aguardada no painel com pré-candidatos ao governo estadual, ele está gripado. A O Fator, Cleitinho disse que não conseguiu sair de Brasília, onde estava para tratar de um projeto de lei de sua autoria, e que tentaria comparecer ao evento na quarta-feira (6), caso apresentasse melhora no quadro de saúde.
O painel que ele iria participar conta ainda com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o ex-vereador da capital mineira Gabriel Azevedo (MDB). O mediador é o presidente da AMM, prefeito de Iguatama, Lucas Vieira (PSB).
Cleitinho, cabe lembrar, é aliado de primeira hora do ex-presidente da AMM Luís Eduardo Falcão, que deixou a entidade e a Prefeitura de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, para concorrer nas eleições de outubro.
Vai e vem
Embora venha sendo tratado como pré-candidato ao comando do estado e apareça em primeiro nas pesquisas de intenção de voto, Cleitinho ainda não bateu o martelo sobre a disputa. O senador deve decidir seu futuro político até o próximo mês.
Como mostrou a reportagem, quando questionado sobre a corrida eleitoral, ele adota respostas que não fecham nenhuma possibilidade. Em diferentes ocasiões, ele já indicou a chance de não concorrer ao Palácio Tiradentes e de integrar uma composição de forças da direita.
A posição contrasta com a expectativa do presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP), que não trabalha, ao menos publicamente, com um plano alternativo para a disputa, diante da viabilidade em levantamentos internos apresentados por Cleitinho.
Conforme adiantou O Fator, um acordo entre PL e PSD, sigla do governador e pré-candidato ao Executivo estadual, Mateus Simões, não é descartado e, se fechado, pode levar Jair Bolsonaro (PL) a pedir ao senador que não concorra. Aliados de Cleitinho acreditam que ele cederia ao pedido do ex-presidente.