O recurso da CMBH para esclarecer retomada de investigação contra Ganem

Procuradoria do Legislativo entrou com embargos de declaração para questionar liminar que autorizou retorno do inquérito
Lucas Ganem de terno azul e camisa branca, com expressão fechada, no plenário da Câmara de BH
Lucas Ganem, do MDB, é alvo de investigação na Câmara. Foto: Dara Ribeiro/CMBH.

A Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de BH entrou com um recurso para esclarecer a decisão liminar que autorizou a retomada das investigações contra o vereador Lucas Ganem (MDB). Como mostrou O Fator no último dia 28, a Justiça deu aval para a continuidade dos trabalhos da Comissão Processante, presidida pelo vereador Bruno Miranda (PDT).

Em suma, o procurador-geral adjunto da Câmara, Bruno Vargas dos Santos, questiona o juiz Danilo Couto Lobato Bicalho, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de BH, se a comissão pode ou não cassar Ganem pela alegação de fraude ao domicílio eleitoral. 

Isso porque a liminar deixa a entender que a Câmara pode investigar Ganem, mas a cassação do mandato por esse motivo caberia exclusivamente à Justiça Eleitoral. 

“No momento, avalia-se a interposição de recursos a fim de resguardar as prerrogativas institucionais desta Casa para processar e julgar infrações político-administrativas”, escreve o procurador-geral adjunto da Câmara em memorando assinado na última segunda-feira (4). O documento serve para oficializar que o Legislativo recebeu a liminar.

Apesar de o memorando informar sobre a possibilidade de apresentação de recurso, fontes informaram à reportagem que os embargos de declaração já foram encaminhados à 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de BH.

Com a Câmara notificada da decisão judicial obtida por Ganem, a Comissão Processante já pode retomar seus trabalhos. O novo prazo para encerramento da investigação passa a ser do dia 5 de junho deste ano, segundo ofício da Diretoria de Processo Legislativo da CMBH assinado nessa terça (5). 

As reuniões da Comissão Processante foram interrompidas em 30 de janeiro deste ano, quando a Justiça determinou a paralisação do processo de cassação de Ganem na Câmara.

Relatório da PF

A Polícia Federal indiciou o vereador licenciado Lucas Ganem por falsa declaração de domicílio eleitoral nas eleições municipais de 2024.

Um relatório da PF formaliza a conclusão da investigação que apurava se o parlamentar transferiu seu título de eleitor para a capital mineira sem residir efetivamente no endereço declarado, no bairro Trevo, na Pampulha.

Segundo o relatório da PF, o inquérito reuniu depoimentos, diligências de campo e registros documentais que indicam que o imóvel informado à Justiça Eleitoral nunca foi ocupado por Ganem. O proprietário da casa, Grijalva de Carvalho Lage Duarte Júnior, afirmou à corporação que o endereço foi emprestado ao vereador apenas para o recebimento de correspondências. A esposa de Grijalva também negou conhecer o parlamentar e declarou que ele jamais residiu no local.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

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