Após Edinho cravar Pacheco fora da disputa em MG, Leninha diz que é preciso esperar resposta oficial do senador

Declaração do líder nacional do PT pegou de surpresa dirigentes próximos ao presidente da República em Minas
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Presidente do PT mineiro ainda espera por um comunicado oficial de Pacheco sobre sua participação nas eleições. Foto: ALMG

Presidente do PT de Minas Gerais, a deputada estadual Leninha afirmou, nesta terça-feira (19) que espera uma resposta oficial do senador Rodrigo Pacheco (PSB) sobre o convite para disputar o governo do estado. A declaração foi dada após o presidente nacional petista, Edinho Silva, cravar que o parlamentar não concorrerá ao Executivo.

“O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Rodrigo Pacheco não será candidato ao governo de Minas. Entretanto, ainda não tivemos essa declaração vinda do próprio Pacheco, que é o que aguardamos”, pontuou.

Edinho falou sobre o tema em entrevista ao economista Felipe Salto em podcast produzido pela Warren Investimentos. Como mostrou O Fator, apesar da declaração de Edinho, aliados de Pacheco e integrantes do PT afirmam que a questão só será fechada após uma conversa do pessebista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agenda deve ocorrer nesta semana.

“Em Minas Gerais, estávamos trabalhando com a candidatura do Rodrigo Pacheco. Infelizmente, ele optou por não ser candidato. Reabrimos o diálogo em Minas Gerais. Estamos conversando com várias lideranças em Minas. Temos certeza de que vamos construir um palanque forte para o presidente (Lula) em Minas”, sentenciou o dirigente.

Conforme disse Leninha, independentemente do desfecho da situação de Pacheco, o PT seguirá conversando com legendas aliadas. A intenção, segundo ela, é garantir uma “candidatura forte”.

“Nossa construção política passa pela nossa federação partidária (com PCdoB e PV) e pelo diálogo com os demais partidos aliados. Todas as possibilidades estão sendo debatidas com responsabilidade e nossas decisões serão conjuntas, seja na definição por uma candidatura própria ao governo do estado ou apoio a outro nome do campo democrático. Estamos avançando e temos a certeza de que teremos um palanque forte em Minas”, completou.

Avaliando opções

Embora integrantes do PT preguem cautela e falem sobre a necessidade de aguardar a conversa entre Lula e Pacheco, o partido já trabalha em opções para concorrer ao Palácio Tiradentes. O nome do ex-prefeito Alexandre Kalil, de Belo Horizonte, é constantemente citado, mas há certa resistência em se aliar ao pré-candidato do PDT.

Setores da federação liderada pelos petistas também mencionam, como alternativa, o ex-presidente da Câmara de BH, Gabriel Azevedo (MDB).

Já no PSB, a avaliação é de que, se confirmada, a desistência de Pacheco abrirá espaço para a manutenção de uma candidatura própria da legenda ao Palácio Tiradentes, encabeçada pelo ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, ou pelo ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior.

“Acredito que o nome do próximo governador de Minas ainda não está no jogo”, disse, sob reservas, um dirigente pessebista.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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