Em entrevista exclusiva a O Fator, o governador Mateus Simões (PSD) afirmou que sua prioridade para o Senado é o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP). Simões admitiu que não participou das tratativas que resultaram no retorno à legenda do senador Carlos Viana, pré-candidato à reeleição.
“Houve uma construção nacional do PSD, que eu respeito. O partido tem direito de fazer isso, mas o meu compromisso, meu compromisso pessoal neste momento é com a federação União-PP. E eu quero fazer um registro sobre Carlos Viana. Gosto dele, admiro o trabalho dele, e se for candidato na minha chapa ao Senado, vai ser uma alegria para mim. Só não é um compromisso assumido por mim. Eu assumi dois compromissos: um com União-PP e um com o PL. Se o PL resolver seguir outro caminho, aí não fui eu que resolvi seguir outro caminho”.
Segundo Simões, há apenas uma definição consolidada no momento: o compromisso assumido com o grupo formado em torno do líder da chamada “Família Aro”.
“Minha chapa para o Senado tem uma vaga garantida, a vaga do ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro”, disse o governador.
O governador disse, ainda, que mantém em aberto parte da composição da chapa majoritária para 2026 e indicou que a disputa pelas vagas ao Senado depende de negociações com PL, PP e União Brasil.
“Eu tenho aberta uma vaga de Senado e uma vaga de vice. Outro dia teve alguém perguntado: o Carlos Viana poderia ser seu vice? Poderia. O Domingos Sávio poderia ser seu vice? Poderia. E o Domingos Sávio e o Carlos Viana candidatos ao Senado? Poderia. Eu acho que a gente tem condição de construir com o PL, temos condição de construir com a ampliação da participação do Brasil”.
A entrevista também expôs que Simões mantém tratativas abertas com o partido do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, sigla a qual atribui o direito de indicar um nome ao Senado. O pessedista afirmou que recebeu do ex-presidente o pedido para reservar uma vaga ao partido e disse que não pretende descumprir esse compromisso.
“O presidente Bolsonaro me fez um pedido, e esse pedido eu não abro mão de cumprir, que foi o compromisso que ele pediu. Ele pediu uma vaga de senador. Eu continuo achando que a gente devia voltar à conversa que o presidente Bolsonaro teve comigo em setembro do ano passado”.
A fala do governador sinaliza dois movimentos simultâneos: a tentativa de preservar o acordo com PP e União Brasil e, ao mesmo tempo, manter aberta uma porta para o PL, apesar do distanciamento recente entre o grupo de Romeu Zema (Novo) e aliados do bolsonarismo dentro e fora de Minas Gerais.