Governador de Minas Gerais e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD) atribui ao aumento de seu nível de conhecimento ante a população o fato de ter chegado aos dois dígitos em pesquisa de intenção de voto divulgada nesta semana pelo Real Time Big Data. A O Fator, o chefe do Executivo estadual disse que o dado mais relevante do levantamento é a combinação entre baixa rejeição e crescimento na preferência do eleitorado.
Simões patinava em pesquisas anteriores, sem sequer romper a barreira dos 10%. Nos dados publicados nessa quinta-feira (21), contudo, aparece com 11% no principal cenário, liderado pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Em outro recorte, soma 13%, em empate técnico com Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato do PDT.
“Continuo sendo o candidato com menor rejeição e um dos menos conhecidos. E o meu grau de conhecimento está aumentando junto com a minha intenção de votos. Então, acho que a notícia positiva para mim, que não estava no cargo até agora mesmo, quando o ex-governador Romeu Zema (Novo) renunciou, é que a população começa a perceber que eu sou o governador do estado. E, ao perceber, ela reage positivamente”, analisou.
No principal cenário da pesquisa, Cleitinho soma 35%. Na sequência, vêm Kalil (15%) e o senador Rodrigo Pacheco, do PSB, com 14%. O levantamento também considera Gabriel Azevedo (MDB), com 6%, Maria da Consolação, do Psol, com 3%, Flávio Roscoe (PL) e Ben Mendes (Missão) — ambos com 2%. Túlio Lopes (PCB) não pontuou. Há ainda 5% de potenciais votos nulos e 7% de indecisos.
Críticas à esquerda
Ao comentar sobre pré-candidaturas rivais, Mateus Simões afirmou que Alexandre Kalil tem pendências judiciais que precisam ser explicadas à população. Nessa quinta-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu que o ex-prefeito ressarça os cofres públicos em mais de R$ 100 milhões por causa de uma pesquisa eleitoral sobre a disputa estadual de 2022. O levantamento teria sido irregularmente vinculado a um contrato de publicidade da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
“Eu acho que o Kalil vai ter muito problema para explicar para a Justiça antes de poder conversar comigo. O caso que levou à atual inelegibilidade dele é uma denúncia minha, sobre o uso de jatinho. Agora, ele sofre outro pedido do Ministério Público de declaração por conta de pesquisa eleitoral. Ele tem muita explicação para dar”, pontuou.
Apesar das críticas, Simões reconheceu que Kalil é “um ser popular”.
“A única crítica que conseguiu fazer a mim até hoje foi falar que eu sou bochechudo. Falou que eu tenho umas bochechas gordas. Ok, se o máximo que ele tem para falar de mim é isso e, sobre o ex-governador, que Zema é caipira, a gente já viu essa eleição, sabe como é que ela termina”, completou.
Em relação a Pacheco, o governador afirmou que não veria problema em enfrentá-lo nas urnas, mas sustentou que o parlamentar não demonstra vontade de disputar o governo de Minas. Para Simões, uma eventual candidatura de Pacheco dependeria mais da pressão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do que de interesse próprio do senador.
“Pacheco e eu nos conhecemos há 20 anos. É um homem inteligente, gentil, uma coisa rara hoje na política. Mas, acho que quem não quer ser governador não ganha eleição. Ganhar eleição para governador de Minas Gerais é difícil, você tem que ter muita vontade de ser governador, se preparar. E, claramente, o Rodrigo não tem nenhum interesse nesse cargo. Se ele ceder, vai ceder por pressão pura da Presidência da República. E acho que as pessoas percebem isso. Não sei se o eleitor gostaria de ser governado por quem não quer governar”, opinou.