“Não tenho nada a perder.” Foi assim que o deputado federal Aécio Neves resumiu a aliados sua possível candidatura à Presidência da República. A frase, dita durante reunião da direção nacional da federação PSDB-Cidadania nesta terça-feira (26), traduz o que levou o nome do mineiro a ser escolhido por unanimidade como opção da coalizão como opção ao Palácio do Planalto.
Apesar da aclamação interna, Aécio evitou assumir oficialmente a pré-candidatura e afirmou que ainda pretende ouvir a população antes de tomar uma decisão.
O tucano passou a discutir mais abertamente uma eventual disputa presidencial após a mobilização de dirigentes estaduais em defesa de seu nome.
A avaliação dentro da federação é de que há espaço para uma candidatura própria capaz de romper a polarização entre o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do senador Flávio Bolsonaro (RJ). Aliados resgatam a narrativa histórica do PSDB de defesa de um debate político “mais elevado” e menos radicalizado.
O Fator apurou que Aécio pretende reforçar, em uma eventual campanha, o argumento de que foi inocentado nos processos em que era investigado. Os mais de 40 anos de vida pública do ex-governador também devem ser usados como ativo político na construção de uma candidatura de centro.
Diretórios estaduais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia, Distrito Federal e Santa Catarina já manifestaram apoio à construção da candidatura tucana