As novas mudanças na alta cúpula da Cemig

Alterações na diretoria da companhia acontecem um mês após chegada de Alexandre Ramos à presidência
Alexandre Ramos assumiu o comando da companhia no mês passado. Foto: Divulgação

Recém-chegado à presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Alexandre Ramos vai promover em breve suas primeiras mudanças na alta cúpula da estatal.

O vice-presidente de Distribuição, Marney Antunes, vai deixar o cargo, visto por muitos como o segundo mais importante da companhia — abaixo, obviamente, apenas da presidência.

No lugar, Ramos vai escalar o atual Superintendente de Serviços Comerciais, Emergenciais e Manutenção da Distribuição, Ernando Braga.

Já a advogada e ex-Ouvidora-Geral do Estado Simone Deoud, atual diretora de Compliance da Cemig, vai deixar a pasta para assumir a Diretoria de Projetos Especiais, antes ocupada por Bernardo Ramos. Ele, por sua vez, assumirá um cargo de assessoria da presidência da companhia.

Já Hudson Félix Almeida, atual chefe da Diretoria de Gestão de Pessoas, será transferido para o setor de Compliance.

A propósito, outra mudança feita por Ramos será a criação da Diretoria de Clientes, que será comandada pela atual diretora de Regulação, Roberta Nanini Chauar Rolim. 

As mudanças marcam o retorno de funcionários de carreira da Cemig à diretoria da empresa.

O ex-presidente Reynaldo Passanezi deixou a companhia no mês passado sem nenhum concursado no corpo de diretores. Agora, serão três: Ernando na Distribuição e Anderson Cortez na Regulação, além do próprio Ramos.  

Com as alterações, a Cemig passará a ter cinco mulheres diretoras — o maior número da história da companhia. Além de Roberta Nanini e Simone Deoud, o grupo terá Cris Kumaira (chefe de Comunicação e Marketing), Andrea Almeida (vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores) e Fabrícia Lani de Abreu (Gestão de Pessoas).

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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