A definição do candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo) entrou na reta final e agora depende de um acordo interno no partido. O Fator apurou que, embora as negociações com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa tenham avançado, ainda há divergências no Novo sobre a composição da chapa.
Joaquim Barbosa é, neste momento, o favorito para ocupar a vaga. As tratativas avançaram após o ex-ministro sinalizar concordância com a proposta apresentada por Zema. Segundo interlocutores envolvidos nas negociações, o aval de Barbosa deixou de ser o principal entrave, deslocando a discussão para dentro do Novo. O Democracia Cristã (DC), partido ao qual o ex-ministro é filiado, trabalha para anunciar a aliança em 4 de agosto.
A resistência ao nome de Barbosa parte da ala do Novo mais alinhada ao bolsonarismo, com maior influência nos diretórios do Sul do país. Inicialmente, esse grupo defendia a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata a vice. Com essa hipótese descartada, o setor passou a pressionar por uma chapa pura, com o ex-chefe do Executivo mineiro sendo acompanhado por um correligionário.
Em sentido oposto, outra corrente do Novo sustenta que uma aliança com um partido de fora pode ampliar o alcance eleitoral da candidatura de Zema. Nesse cenário, o empresário Geraldo Rufino (Podemos) chegou a ser cogitado como alternativa. O nome, porém, perdeu força diante do avanço das negociações com Joaquim Barbosa, embora ainda seja defendido por parte da direção da sigla.
A expectativa é de que o impasse seja arbitrado pelo próprio Romeu Zema. Segundo fontes ouvidas pelo O Fator, o ex-governador deve se reunir com dirigentes do Novo para defender a indicação de Joaquim Barbosa, considerado por ele o nome mais competitivo para compor a chapa presidencial.