O coquetel que reduziu resistências do União Brasil a Mateus Simões

Agenda no último fim de semana serviu para alinhamento entre deputado, antes resistente ao apoio do partido ao PSD, e o governador
Governador Mateus Simões
O governador segue em articulação para ter apoio do União Brasil e do Progressistas em outubro. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG.

O governador Mateus Simões (PSD) saiu de uma agenda no Sul de Minas, nesse último fim de semana, mais próximo de contar com o apoio da federação formada entre União Brasil e PP na corrida eleitoral de outubro. O compromisso serviu para alinhar o chefe do Palácio Tiradentes e o deputado federal Rafael Simões (União-MG), até então resistente à ideia. 

Fontes informaram à reportagem que houve até mesmo aceno público de Rafael Simões ao governador no que diz respeito às eleições. A fala ocorreu durante agendas ligadas à inauguração de uma nova etapa de obras do Complexo Hospitalar Samuel Libânio, no Sul do estado. Haverá um novo setor dedicado ao tratamento oncológico e outra unidade no município de Borda da Mata.

Mateus Simões, por sua vez, também se dirigiu ao deputado federal durante sua fala. Interlocutores presentes ao encontro afirmam que o governador parabenizou o parlamentar pelos esforços para ampliação do complexo hospitalar e prometeu articular por uma nova expansão — uma maternidade e um centro pediátrico. Houve um aperto de mãos entre os dois após a fala do pessedista.

Além disso, durante um coquetel realizado nesse sábado (27), anterior à inauguração das obras hospitalares no domingo, Mateus e Rafael Simões sentaram-se lado a lado. Na mesa, estavam outras personalidades políticas, entre elas o ex-secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, pré-candidato do PP ao Senado.

Como mostrou a reportagem na semana passada, interlocutores já viam o convite feito por Rafael Simões ao governador como um aceno para aproximá-los. O deputado federal, ex-prefeito de Pouso Alegre, era uma das últimas peças da federação ainda resistentes ao apoio.

Convenções podem bater o martelo

Como mostrou O Fator na semana passada, a incerteza de bastidores pode levar o apoio ou não a Mateus Simões, por parte da federação União e PP, para as convenções partidárias de julho e agosto — algo bastante incomum em corridas eleitorais. Essa ala ainda em dúvida aguardava o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que optou por deixar a vida pública.

A coalizão até tentou avançar nas conversas com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), mas interlocutores passaram a duvidar que o parlamentar será mesmo candidato, o que trava as conversas há semanas.

Outra possibilidade seria o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT). Pelo que a reportagem apurou, ele chegou a conversar com emissários do União-PP sobre uma aliança, mas, novamente, não conseguiu reunir a simpatia de todos.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

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