O presidente nacional do PT, Edinho Silva, pediu à presidente do partido em Minas Gerais, a deputada Leninha, e a Marília Campos, pré-candidata ao Senado Federal, que a legenda não avance, por ora, em conversas sobre o apoio a nomes externos na disputa pelo governo estadual. O recado foi transmitido nesse domingo (28), durante reunião em Belo Horizonte.
O pedido de Edinho está alicerçado na orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela construção de uma candidatura própria petista ao Executivo estadual. Cotada para encabeçar a empreitada, Marília resiste à ideia e defende a união do PT a nomes como Gabriel Azevedo e Jarbas Soares Júnior, pré-candidatos de MDB e PSB, respectivamente.
Diante da exposição do cacique nacional, a ex-prefeita de Contagem respondeu que o projeto em torno da disputa ao Senado já dura alguns meses e tem o aval formal da sigla, além de apoios de integrantes de outros partidos. Por isso, sustentou, não faria sentido mudar de rota.
No sábado (27), Marília esteve em Montes Claros, no Norte do estado, para um evento que também contou com as presenças de Gabriel e Jarbas. Lá, voltou a pregar a necessidade de união do PT estadual a outros partidos da base lulista.
Resultado será levado a Lula
Ainda conforme apurou O Fator, Edinho ficou de levar a Lula um resumo da conversa desse domingo. Interlocutores a par das tratativas afirmam que embora Marília ainda esteja reticente ao desejo do partido de tê-la na corrida ao Executivo, demonstrou menos intransigência que em ocasiões anteriores.
Nos bastidores, há quem cogite a possibilidade de Lula sinalizar com uma contrapartida à correligionária em caso de candidatura ao governo e eventual derrota: sua alocação em um ministério do governo federal em um quarto mandato presidencial.
Como Leninha reconheceu em nota oficial, a conversa desse domingo terminou sem definição.
“Seguiremos em diálogo, com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias”, salientou a presidente estadual.