Experientes lideranças políticas de Minas Gerais passaram a acreditar, nos últimos dias, que a eleição deste ano poderá contar com um ingrediente incomum: partidos decidindo, de fato, apoios e coligações durante as convenções de julho e de agosto.
A aposta destes interlocutores se dá devido ao cenário indefinido sobre as candidaturas a governador e às dificuldades nas negociações. É o caso, por exemplo, da federação formada por União Brasil e PP. Hoje, o grupo caminha para apoiar a reeleição de Mateus Simões (PSD), que contaria com o ex-secretário Marcelo Aro (PP) como um dos candidatos ao Senado Federal em sua chapa.
Uma ala da federação, no entanto, se mantém resistente a apoiar Simões, mas também não consegue oferecer outras possibilidades. A coalizão até tentou avançar nas conversas com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), mas interlocutores passaram a duvidar que o parlamentar será mesmo candidato, o que vem travando as conversas há semanas.
Outras possibilidades eram o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que já comunicou que não será candidato, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Pelo que O Fator apurou, Kalil chegou a conversar com emissários do União-PP sobre uma aliança, mas, novamente, é outro nome que não consegue reunir a simpatia de todos.
Em 2022, o ex-prefeito de BH chegou a anunciar acordo com o então presidente do União, Luciano Bivar, por apoio. A costura, contudo, não obteve aval das lideranças estaduais, o que inviabilizou sua oficialização.