A federação formada por PRD e Solidariedade caminha para adotar a neutralidade no 1° turno da disputa pela Presidência da República, apurou O Fator.
A ideia está alicerçada no desejo dos partidos de priorizar a eleição de deputados federais e estaduais. O entendimento é de que a coalizão tem pré-candidatos ao Legislativo que dialogam com eleitores de diferentes espectros políticos. Nesse sentido, avaliam dirigentes, caminhar com determinado concorrente ao Palácio do Planalto poderia ser prejudicial.
A meta prioritária do bloco, dizem interlocutores a par do tema, é superar a cláusula de barreira, que obriga as legendas a terem um piso de votos para obter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão. Neste ano, o corte é de 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos por ao menos nove estados, com percentual de 1,5% em cada uma dessas unidades da federação.
Se houver a eleição de ao menos 13 parlamentares por nove estados distintos, também será possível romper a cláusula.
Em Minas, PRD e Solidariedade já realizaram a convenção da federação, mas não fecharam questão sobre o apoio ao governo. No que tange às corridas majoritárias, o martelo foi batido apenas em relação ao endosso à pré-candidatura de Marcelo Aro (PP) ao Senado Federal.