Por que PRD e Solidariedade caminham para a neutralidade na disputa presidencial

Partidos, que formam uma federação, devem ficar de fora das coligações montadas para o 1° turno da corrida ao Palácio do Planalto
Composição da cúpula do Solidariedade
PRD e Solidariedade formam aliança batizada de 'Renovação Solidária'. Foto: Pedro Francisco/Divulgação

A federação formada por PRD e Solidariedade caminha para adotar a neutralidade no 1° turno da disputa pela Presidência da República, apurou O Fator.

A ideia está alicerçada no desejo dos partidos de priorizar a eleição de deputados federais e estaduais. O entendimento é de que a coalizão tem pré-candidatos ao Legislativo que dialogam com eleitores de diferentes espectros políticos. Nesse sentido, avaliam dirigentes, caminhar com determinado concorrente ao Palácio do Planalto poderia ser prejudicial.

A meta prioritária do bloco, dizem interlocutores a par do tema, é superar a cláusula de barreira, que obriga as legendas a terem um piso de votos para obter acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão. Neste ano, o corte é de 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos por ao menos nove estados, com percentual de 1,5% em cada uma dessas unidades da federação. 

Se houver a eleição de ao menos 13 parlamentares por nove estados distintos, também será possível romper a cláusula.

Em Minas, PRD e Solidariedade já realizaram a convenção da federação, mas não fecharam questão sobre o apoio ao governo. No que tange às corridas majoritárias, o martelo foi batido apenas em relação ao endosso à pré-candidatura de Marcelo Aro (PP) ao Senado Federal.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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