O influenciador Marco Antônio Costa, o “Superman da Jovem Pan”, que se apresentava como pré-candidato ao Senado pelo Novo, foi incluído pelo partido na relação de concorrentes à Câmara dos Deputados. A inserção dele na nominata provocou mal-estar entre correligionários.
Integrantes da legenda ouvidos por O Fator afirmam que, por ter passado meses dizendo ser postulante a senador, Costa acumulou a visibilidade típica de uma disputa majoritária. Isso, avaliam, o colocaria em posição privilegiada em relação aos demais integrantes da chapa legislativa.
A ata da convenção do Novo mineiro já consta no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo com o documento indicando a participação na corrida à Câmara, o influenciador mantém o discurso anterior. Por meio de sua assessoria, Costa afirmou que a pré-candidatura ao Senado “segue firme”.
“O cenário no estado apresentou essa possibilidade com chances reais — O Superman é o nome mais alinhado à direita em Minas — e a pré-candidatura conta com o apoio do partido, da chapa e dos demais pré-candidatos ao Senado pelo Novo em todo o país”, defendeu.
Na avaliação do estafe de Costa, ainda há uma vaga em aberto na chapa liderada pelo governador Mateus Simões (PSD). No texto, o influenciador afirma aguardar o desfecho das negociações entre os pessedistas, o Novo, o PSD e a federação entre PP e União Brasil.
Aro e Viana são usados como justificativa
O impasse entre os partidos decorre do embate entre Marcelo Aro, pré-candidato do PP ao Senado, e o senador Carlos Viana, que pertence ao PSD e deseja disputar a reeleição.
Aro tem dito que não pretende dividir palanque com Viana e assegurou que sua federação deixará o palanque de Simões caso o presidente da CPMI do INSS concorra à reeleição.
Em meio ao imbróglio, Superman diz que sua candidatura ao senado “contribui para pacificar a relação com Marcelo Aro, que tem manifestado publicamente desconforto com a presença de Carlos Viana na coligação — nome que não constava do acordo original da chapa majoritária”.
Entre a ata e a narrativa
Nos bastidores do Novo, interlocutores afirmam que a possibilidade de Costa disputar o Senado nunca foi tratada como real nas negociações da legenda.
A ata da convenção reforça esse cenário. O documento não homologa nenhum candidato ao Senado, registra que a definição da chapa majoritária permanece condicionada às negociações conduzidas pela Executiva estadual e delega ao comando do partido poderes para concluir essas tratativas.
A Justiça Eleitoral, cabe lembrar, permite retificações em atas até a data-limite para o registro de candidaturas, em 15 de agosto.