A direção nacional do PSB decidiu que o partido irá apoiar a candidatura de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais, encerrando um impasse que se arrastava nas negociações da chapa majoritária. A decisão foi tomada pelo presidente nacional da sigla, João Campos, e se sobrepôs à resistência do diretório estadual, que condicionava a aliança à garantia de espaço na disputa ao Senado. O PSB indicará o candidato a vice – o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Jr. – e as duas suplências da candidata do PT ao Senado, Marília Campos.
Pelo que O Fator apurou, a orientação de João Campos determinou que o PSB caminhasse com o PT em Minas após pedidos diretos do Palácio do Planalto. Parte do partido no estado defendia outros cenários, incluindo a possibilidade de apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). A alternativa chegou a ser discutida, mas perdeu força após a intervenção da direção nacional.
Para as suplências de Marília Campos ao Senado Federal, o PSB definiu Luciana Duca Costa, advogada e empresária como primeira suplente e Laércio Cintra, ex-prefeito de Guaranésia e ex-assessor do senador Rodrigo Pacheco, como segundo suplente.
O principal entrave nas negociações envolvia Jarbas Soares Júnior. O diretório estadual do PSB defendia que ele ocupasse uma das duas vagas ao Senado como condição para apoiar Patrus.
O cenário mudou nesta quarta-feira (5), quando o PT avançou em um acordo com o PSOL para incluir a ex-deputada federal Áurea Carolina na chapa majoritária. A decisão foi tomada após reunião na noite de terça-feira (4) e confirmada pela manhã, encerrando um dos principais impasses da formação da aliança de esquerda em Minas.
Áurea vai disputar o Senado ao lado de Marília Campos (PT). A definição ocorreu sob pressão da federação PSOL-Rede, que tratava a presença da ex-parlamentar na chapa como prioridade.
Jarbas Soares foi convidado por Patrus para ser vice na chapa petista. O petista é ex-professor de Jarbas na PUC-MG e os dois são amigos pessoais. A possibilidade é defendida também pelo PT, Lula e Alckmin, mas ainda não não foi confirmada dentro do PSB.
Parte da sigla, especialmente nomes ligados à chamada “chapa municipalista”, formada por ex-prefeitos, resiste a uma aliança direta com o PT e teme impactos na disputa proporcional.