O PRTB de Minas Gerais decidiu não apresentar candidatos a nenhum dos cargos eletivos em jogo neste neste ano. O partido tampouco apoiará nomes de outras legendas nas disputas majoritárias. A decisão foi tomada no sábado (15), poucas horas antes do prazo final para o registro de chapas junto à Justiça Eleitoral.
A legenda, aliás, vive uma situação curiosa: segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a nova composição do diretório mineiro foi formalizada no fim de julho, enquanto outras siglas conduziam conversas sobre alianças e fechavam as nominatas proporcionais.
O novo presidente do PRTB mineiro é Vicente Coimbra de Abreu Netto. No documento encaminhado à Justiça Eleitoral para oficializar a completa neutralidade eleitoral, o dirigente afirma que a Executiva estadual deliberou “que o partido não registre qualquer candidatura nas eleições de 2026 no estado de Minas Gerais”.
Em abril, o ativista Ivan Günther, que era do Movimento Brasil Livre (MBL), passou a se apresentar nas redes sociais como pré-candidato do PRTB ao governo mineiro. O então presidente nacional do partido, Amauri Pinho, disse desconhecê-lo e o desautorizou publicamente.
Cenário conturbado
A atipicidade do PRTB não é exclusividade mineira. Em julho, o empresário Leonardo Avalanche conseguiu, por meio de uma decisão judicial, destituir Pinho e reassumir o comando da Executiva nacional. Posteriormente, se lançou candidato à Presidência da República.
Na semana passada, Avalanche abriu mão de encabeçar a chapa, entregando a função ao coach Pablo Marçal, que está inelegível até 2032, conforme decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
O Fator tentou, entre segunda (17) e esta terça-feira (18), contato com a nova direção do PRTB em Minas para entender os motivos da neutralidade. Não houve retorno até o fechamento deste texto. Sob Pinho, o plano era seguir, ainda que informalmente, os rumos decididos pelo PL no estado.