As avaliações eleitorais nos bastidores do debate da Granbel com candidatos ao governo de Minas

Postulantes ao Palácio Tiradentes se concentraram em apresentar propostas para problemas metropolitanos
Postulantes ao Palácio Tiradentes debateram projetos para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Foto; CDL/BH

Cordial e sem embates diretos de parte a parte, o debate entre os candidatos a governador de Minas Gerais realizado pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), nesta quinta-feira (20) na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), em BH, ficou marcado por avaliações nos bastidores e pelas projeções das chapas sobre o desdobramento das eleições estaduais.

Participaram do evento Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT) e Túlio Lopes (PCB). Os cinco candidatos responderam a seis perguntas sobre temas como Mobilidade, Saúde, Saneamento e Integração Metropolitana. As ausências ficaram por conta de Cleitinho Azevedo (Republicanos), que cumpre agenda no interior, e de Alexandre Kalil (PDT), que passou por uma cirurgia de transplante de córnea na terça-feira (18).

Aliados do governador presentes à plateia do debate afirmaram a O Fator que, em que pese a participação do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil) em um evento da campanha do PSD nesta semana, não há expectativa por um amplo engajamento do chefe do Executivo da capital na eleição. O partido de Damião indicou o ex-secretário de Estado Danilo de Castro como candidato a vice na aliança liderada pelo pessedista.

Nas fileiras petistas, a avaliação é que caso Patrus chegue ao segundo turno, Cleitinho seria o “adversário ideal”. O entendimento é de que um embate direto com o senador do Republicanos seria mais benéfico para o deputado federal que um duelo contra Simões ou Roscoe.

Já no PL, persiste a leitura de que o evento de Roscoe com Flávio Bolsonaro na segunda-feira (17), em BH, teve público abaixo do esperado. Interlocutores da legenda afirmaram que a agenda foi marcada com poucos dias de antecedência pela coordenação da campanha presidencial do partido, o que prejudicou a mobilização.

Sob reservas, parlamentares da legenda reconheceram também que, dentro das chapas legislativas, há candidatos mais próximos a Cleitinho.

“Traições serão inevitáveis”, resumiu um cacique liberal.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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