O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) e o influenciador Marco Antônio Costa, conhecido como Superman e candidato pelo Novo, selaram apoio mútuo na disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado Federal. A aliança foi anunciada em ato realizado no sábado (12), em Januária, no Norte do estado, e teve o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como principal articulador, segundo apurou O Fator.
No evento, Domingos Sávio declarou apoio a Superman como seu segundo nome para o Senado. “É uma pessoa de direita, nós precisamos estar unidos”, afirmou o deputado.
A parceria reúne dois candidatos que não caminhavam juntos desde o ano passado. Marco Antônio tentou se filiar ao PL de Minas para disputar o Senado, mas enfrentou resistência dentro do partido, inclusive de Domingos Sávio, à época presidente estadual da legenda. Sem espaço na sigla, Costa deixou a tentativa de concorrer pelo PL e passou a construir a candidatura pelo Novo.
A reaproximação ocorreu com a participação de Nikolas Ferreira, que tem acompanhado Marco Antônio Costa em agendas pelo interior de Minas. Em fala durante o ato em Januária, Costa atribuiu ao deputado federal parte da articulação da nova fase de sua campanha.
“Nikolas está ajudando a puxar essa campanha e agora, com o apoio do Domingos Sávio, a gente está ganhando um novo momento”, disse. “Apoio Domingos Sávio para o Senado Federal. Nós dois, juntos, vamos chegar lá”, completou.
Resistência
Marco Antônio Costa transferiu o domicílio eleitoral de São Paulo para Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2025. A mudança fazia parte da estratégia para disputar uma cadeira no Senado por Minas Gerais pelo PL e, segundo o comunicador, teria surgido após pedido de Jair Bolsonaro.
A tentativa, porém, provocou divergências no diretório estadual. O influenciador criticou a direção do partido em Minas, classificando parte do grupo como “centrão”, e fez declarações sobre lideranças locais e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As falas geraram reação de parlamentares e dirigentes da legenda, que barraram sua filiação ao partido, na época.