Diretor da Copasa avança para assumir presidência da Cemig

Nome surge como opção após engenheiro indicado ter sido barrado por setores internos da estatal mineira
Fachada da Cemig
Estatal deve ter nova mudança na presidência. Foto: Cemig/Divulgação

Marco Aurélio Vasconcelos, diretor adjunto jurídico da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), ganhou força para assumir a presidência da Companhia Energética (Cemig).

O Fator apurou que o advogado passou pelo crivo das áreas de compliance e governança da estatal. Agora, interlocutores da companhia tentam viabilizar uma reunião extraordinária ainda nesta sexta-feira (11) para indicar e aprovar seu nome.

São os mesmos setores que, na semana passada, barraram Márcio Augusto Vasconcelos Nunes, indicado pelo governo de Minas. No caso de Vasconcelos, a escolha é considerada encaminhada nos bastidores, mas ainda depende de aprovação.

Nunes havia sido anunciado ao mercado em fato relevante no fim de agosto. A indicação, porém, esbarrou na análise interna da Cemig, que apontou impedimentos relacionados a questões judiciais.

O nome do engenheiro deveria ter sido votado pelo Conselho de Administração na sexta-feira passada (4). O assunto saiu da pauta antes da votação, e o governo passou a discutir alternativas, inclusive manter Alexandre Ramos na presidência.

Vasconcelos surgiu como opção nos últimos dias. O advogado Fernando Fagundes também havia recebido o aval do governo, mas recusou o convite por motivos pessoais.

Por enquanto, Ramos segue no cargo. Ele assumiu a Cemig em maio, depois de presidir a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Ele também já está indicado para assumir a presidência do Conselho de Administração da Cemig.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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