O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) perdeu a disputa por uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado e terminou a eleição na sétima colocação. A partir de fevereiro, o tucano ficará sem cargo eletivo.
Com 99,88% das urnas apuradas neste domingo (4), o tucano somava 4,02% dos votos válidos, com 834.510 votos. As cadeiras ficaram com o deputado federal Domingos Sávio (PL) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), em resultado confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ficaram à frente de Aécio: o senador Carlos Viana (PSD), que tentava a reeleição; a ex-deputada Áurea Carolina (Psol); o deputado federal Marcelo Aro (PP); e Marco Antônio Superman (Novo). O resultado, inclusive, ficou abaixo do que indicavam os levantamentos da véspera, em que ele aparecia em quarto lugar.
Candidatura de última hora
A entrada na disputa ocorreu depois de um recuo. Em 4 de agosto, Aécio anunciou que não concorreria a nenhum cargo e que permaneceria no comando do PSDB. Na ocasião, afirmou que a decisão havia sido “especialmente difícil”.
Em 28 de agosto, já no período eleitoral, ele voltou atrás e confirmou a candidatura ao Senado na chapa de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas. Os dois, no entanto, não atuaram juntos durante a campanha, como mostrou O Fator.
Segunda derrota em 12 anos
A última derrota de Aécio nas urnas havia sido em 2014, quando perdeu o segundo turno da eleição presidencial para a então presidente Dilma Rousseff (PT), por 51,64% a 48,36%.
Em 2017, o então senador foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da J&F, em conversa na qual pedia R$ 2 milhões. Ele foi afastado do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e denunciado por corrupção passiva.
A Justiça Federal o absolveu em 2022, decisão mantida em segunda instância no ano seguinte. Desde então, a votação encolheu. Aécio se elegeu deputado federal com cerca de 106 mil votos em 2018 e 85 mil em 2022, depois de receber 51 milhões para presidente em 2014.
Neto do ex-presidente Tancredo Neves, o tucano foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1986, presidiu a Câmara dos Deputados, governou Minas Gerais de 2003 a 2010 e foi senador pelo estado.