Integrantes da equipe do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), têm demonstrado preocupação com a situação fiscal de Minas Gerais. O déficit projetado para 2027, como antecipou O Fator, é de cerca de R$ 10,5 bilhões.
Nos bastidores, auxiliares relatam a necessidade de manter diálogo com a Assembleia Legislativa (ALMG) para pensar em formas de estancar o problema. A interface com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) também é vista como caminho para tratar da questão.
A equipe de transição para o governo Cleitinho, anunciada nesta sexta-feira (9), conta com nomes que vão cuidar especificamente dos assuntos fiscais. Entre eles, o economista Bruno Westlin, ex-secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia em parte do governo de Jair Bolsonaro (PL).
O rombo de aproximadamente R$ 10,5 bilhões consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O texto, mostrou a reportagem, precisou ser ajustado nesta semana pelo governo de Mateus Simões (PSD) depois do envio da primeira versão da peça à ALMG, no dia 30 do mês passado.
As mudanças foram feitas, sobretudo, por causa da necessidade de recompor o orçamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nos termos de um acordo que garante como contrapartida ao Executivo a inclusão, no rol de gastos da Corte, de despesas do governo no sistema de Justiça, como os presídios.
Antes das alterações, o déficit calculado estava perto dos R$ 8,9 bilhões.