O governador Mateus Simões (PSD) avisou a integrantes do governo de Minas Gerais que vai voltar ao Brasil entre as duas viagens internacionais marcadas para o fim de outubro e novembro a fim conseguir indicar o novo procurador-geral de Justiça dentro do prazo previsto em lei.
Pelo que O Fator apurou, o recado foi dado depois que interlocutores do governo e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) passaram a cogitar que ele deixaria o prazo se esgotar por causa das agendas no exterior. Pela lei, o chefe do Executivo tem 15 dias corridos, a partir do recebimento da lista tríplice enviada pelo MPMG, para nomear um dos três indicados.
A eleição interna que forma a lista está marcada para 10 de novembro.
Nesse período, Simões vai à China para a missão anual da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que inclui o Brazil China Business Forum, em Xangai. Depois, segue para Antalya, na Turquia, onde participa da COP-31, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Enquanto ele estiver fora do país, o presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), TadeuLeite (MDB), assume o governo.
Pela lei orgânica do Ministério Público, o procurador-geral em exercício tem 24 horas, depois da eleição, para enviar a lista tríplice ao governador. A partir daí, o governador tem 15 dias corridos para escolher um dos três nomes. Se não fizer a escolha nesse prazo, o mais votado é nomeado automaticamente.
A ausência de Simões abria outra possibilidade: se ele estivesse fora do país ao fim do prazo, a escolha poderia caber a Tadeu Leite, no exercício do governo.
O novo procurador-geral terá mandato de dois anos e vai chefiar o MPMG durante a maior parte do primeiro mandato do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que toma posse em janeiro.
Os candidatos
Quatro candidatos disputam a eleição de 10 de novembro, em que promotores e procuradores votam para formar a lista com os três mais votados:
- Carlos Eduardo Ferreira Pinto, promotor de Justiça, que já coordenou o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente (Caoma);
- José Carlos Fernandes Júnior, procurador de Justiça, que atuou como promotor em Uberaba e coordenou o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público (CAO-PP);
- Larissa Rodrigues Amaral, promotora de Justiça, que já presidiu a Associação Mineira do Ministério Público (AMMP);
- Paulo de Tarso Morais Filho, atual procurador-geral, que tenta a recondução.
Paulo de Tarso se licenciou do cargo em 9 de outubro para fazer campanha. O decano do MPMG, o procurador Carlos Augusto Canêdo, assumiu a Procuradoria-Geral de forma interina por 30 dias.
