Entre os diferentes esforços para eleger Flávio Bolsonaro para a presidência, o diretório do PL em Minas Gerais tem mobilizado seus deputados para convencer um perfil específico do eleitorado, que preferiu se abster em larga escala no 1º turno: os idosos. O Fator apurou que um documento PDF foi compartilhado com os parlamentares e filiados da legenda com dados sobre o público acima dos 60 anos que não compareceu às urnas na primeira etapa de votação.
Em Minas, a abstenção no 1º turno foi maior do que a média nacional para todos os recortes acima dos 70 anos. Entre os eleitores de 70 a 74, por exemplo, a proporção de faltantes nacionalmente ficou em 31,2%, enquanto no estado foi de 32,1%. O mesmo acontece no público de 75 a 79 anos: 47,8% de abstenção no país e 48,7% em Minas.
O cálculo do PL é de que esse perfil de eleitor tende a ser mais conservador na Região Sudeste. A estratégia passa por dois atos: interlocução dos deputados federais e estaduais com suas bases e contato direto com filiados da legenda.
Segundo dados do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 40% dos filiados do PL em Minas têm mais do que 60 anos. No entanto, é impossível saber quanto desse eleitorado se absteve no 1º turno, já que o voto é secreto.
“Não deixe de votar. Seu voto tem o poder de mudar o Brasil”, lê-se no documento disparado aos filiados ao qual a reportagem teve acesso.
Além de ressaltar dados da abstenção entre os idosos, a peça ressalta a concentração desses faltantes na Região Sudeste do Brasil, onde Flávio Bolsonaro venceu Lula (PT) em todos os estados.