Marília aposta em ‘fissuras’ na direita e em enfraquecimento do bolsonarismo após vitória de Lula

Em entrevista ao O Fator, senadora eleita por Minas Gerais avalia que a família Bolsonaro deve perder protagonismo
Marília em plenario
Ex-prefeita de Contagem, Marília Campos Foto: Willian Dias/ALMG)

Senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT), prevê uma reorganização das forças políticas após a quarta vitória presidencial do colega de partido Luiz Inácio Lula da Silva.

Em conversa com O Fator, a ex-prefeita de Contagem avaliou que a direita pode enfrentar divisões internas, enquanto os partidos de centro devem rever suas estratégias de atuação.

“Acredito que teremos uma reorganização das forças. As fissuras irão ocorrer na direita, possivelmente. A família bolsonarista não será o principal polo da aglutinação. O centro, com várias derrotas para o Legislativo, irá se reorganizar. E toda a estratégia agora visará à disputa municipal”, disse.

Segundo Marília, o novo governo precisará intensificar o diálogo com forças fora da esquerda.

“Minas terá que se unir. Lula precisará dialogar mais e ampliar a aliança para governar. Os desafios nacionais e estaduais são enormes. E quem se ancorar na polarização e na lacração vai se isolar”, afirmou.

Lula foi reeleito nesse domingo (25) com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A população que ocupou as ruas e as redes vai cobrar soluções, cobrar os compromissos assumidos e, certamente, voltará para as ruas e redes sempre que for necessário”, projetou a senadora eleita.

Ana Mendonça é jornalista e estudante de Ciência Política, ex-colunista do Estado de Minas, onde cobriu os bastidores da política mineira por 8 anos. Em 2024, foi reconhecida no 30 Under 30 da International News Media Association.

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