Jorge Berg

O verbo de barro — do útero ao pó

O cheiro do pão vinha antes do sol. Minha mãe acendia o forno ainda no escuro, e o resto da casa dormia. Eu me levantava

O sagrado suor da segunda-feira

O despertador toca e a gente já entendeu que aquilo não é só metal e vidro. É um chamado. Mas que voz nos levanta antes

O Cavaleiro que habita em cada um de nós

Um nome é um estandarte que se recebe sem pedir. Vem de outras mãos, de outras urgências, costurado em silêncio por mulheres que negociam com

A paz se aprende no hábito. Nescafé para palestinos e israelenses

Escrevi isto num dia da semana qualquer, já nos últimos meses do ano passado, depois de ler mais uma notícia sobre crianças mortas em Gaza.

A mancha que ficou — onde a vida encrusta e a grandeza se esconde

Era uma cadeira comum. Dessas que a gente compra em loja de móvel. Estofada, pernas de aço, dessas que a gente cobre com plástico ou

O sexto fruto: crônica de uma saudade que virou pilar

Há datas que não estão no calendário. Estão na geologia da alma. São dias que não passam, transformam-se em camadas de pedra e memória, e

O aquário do outro: a herança dos vidros fundadores

Li outro dia um estudo sobre aquários para experimentos com peixes (O Experimento do Aquário). Não era minha praia – sou daqueles que leem de

O alambique da alma. O espelho de uma inquietude

Foi a inquietude de um amigo-irmão, Márcio Lamas, que me trouxe um espelho antigo como quem traz um copo de prova ao nariz de alguém

Sinal de vida — Morto ou vivo, quem responde?

A notícia chegou sorrateira no feed, como se já nos conhecesse. Um aplicativo chinês, com nome de pergunta, exige que cada usuário acene, a cada

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