O empresário Josué Gomes, que foi cotado pelo PSB para ser vice de Patrus Ananias (PT) na disputa pelo governo de Minas Gerais, disse avaliar positivamente o desenho final da chapa, que terá o correligionário Jarbas Soares Júnior como companheiro do petista nas urnas.
A O Fator, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou que a consolidação da aliança, que terá Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol) ao Senado Federal, é “motivo de grande confiança para todos aqueles que acreditam no futuro de Minas Gerais”.
“Tenho convicção de que essa equipe está preparada para recolocar Minas Gerais no caminho do desenvolvimento sustentável, da responsabilidade fiscal, da geração de empregos, da atração de investimentos e da justiça social, em parceria com o presidente Lula”, pontuou, nesta quinta-feira (6).
Como O Fator vinha mostrando, uma ala do PSB mineiro resistia a uma composição com o PT por temer prejuízos à nominata de candidatos legislativos. Ex-prefeitos que escolheram o partido para concorrer diziam não querer se associar à legenda de Fernando Pimentel, cuja gestão atrasou repasses constitucionais a municípios. No fim, pesou o desejo da cúpula nacional pessebista para reproduzir no estado a união nacional com a sigla de Lula.
Josué foi um dos que, desde o início, defendeu o apoio a Patrus. Segundo ele, o deputado foi um “grande amigo” de seu pai, o ex-vice-presidente José Alencar.
“Os dois compartilhavam a convicção de que o desenvolvimento econômico somente faz sentido quando está a serviço das pessoas e da construção de uma sociedade mais justa, democrática e solidária. Esses valores continuam atuais e necessários”, explicou.