Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha teve presença pouco notada na convenção do Republicanos de Minas Gerais, no sábado (25), em Belo Horizonte. Oficializado candidato a deputado federal pelo partido, Cunha não foi saudado ao microfone pelos integrantes da mesa que comandou os trabalhos e não foi abordado por correligionários ao longo da reunião.
O ex-deputado federal permaneceu sentado em uma das cadeiras mais próximas à tribuna do plenário da Assembleia Legislativa (ALMG). Após a sessão, conversou com jornalistas e deixou rapidamente o ambiente.
Postulantes do Republicanos a vagas no Legislativo questionaram a condução da direção da legenda no processo que terminou com a aprovação da candidatura de Cunha.
“Não fomos comunicados com a devida antecedência de que ele seria candidato pelo nosso partido. Caso isso acontecesse, poderíamos buscar uma outra sigla antes do prazo final de filiação”, disse, sob reservas, um concorrente do ex-presidente da Câmara na disputa por vagas no Congresso Nacional.
O ex-deputado federal transferiu o domicílio eleitoral para Belo Horizonte no ano passado. Não é a primeira vez que ele tenta o retorno ao Legislativo. Em 2022, pelo PTB em São Paulo, conseguiu apenas 5.044 votos e ficou na 383ª posição entre os candidatos paulistas, longe das 70 vagas em disputa.
Nos bastidores do Republicanos, a candidatura de Cunha é tida como um dos fatores que terão interferência na decisão do senador Cleitinho Azevedo sobre concorrer ou não ao Palácio Tiradentes.
O parlamentar ainda não crava participação na disputa. Por isso, na convenção de sábado, a legenda deixou a ata em aberto nos campos referentes à eleição majoritária. Certo, apenas, o desejo de compor com União Brasil, PP e Podemos, legendas do grupo de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo e também cotado para pleitear a chefia do Executivo.