O Republicanos decidiu oficialmente esperar por uma definição do senador Cleitinho Azevedo quanto a disputar ou não o governo de Minas Gerais. O partido fez sua convenção neste sábado (25), na sede da Assembleia Legislativa (ALMG), em Belo Horizonte, mas resolveu deixar a ata em aberto até 5 de agosto.
Apesar do tempo dado a Cleitinho, o Republicanos aprovou uma eventual coligação com União Brasil, PP e Podemos. A formação da aliança depende do aval das outras legendas, mas está relacionada à ideia de apoiar uma possível candidatura ao Executivo do ex-secretário Marcelo Aro, do PP.
Como O Fator já mostrou, a direção nacional do Republicanos conversa com a federação União-PP sobre a hipótese de compor com Aro, que também tem o Podemos em seu arco de apoiadores. O plano, contudo, só será levado adiante se Cleitinho, que faltou à convenção, resolver não entrar no páreo pelo Palácio Tiradentes.
Marcelo Aro é pré-candidato ao Senado Federal, mas passou a ter a participação na corrida ao governo aventada por correligionários na semana passada. Aliados dele avaliam que a mudança de estratégia pode acontecer se o PSD, agremiação do governador Mateus Simões, seguir com o desejo de lançar o senador Carlos Viana à reeleição.
Aro e Viana acumulam desgaste desde os tempos em que eram colegas no extinto PHS. Simões trabalha para ter o ex-chefe da pasta de Governo como um dos postulantes ao Senado em sua chapa, mas o filiado ao PP já cravou que não dividirá o palanque com o pré-candidato pessedista à Casa Alta do Congresso Nacional.
Lideranças como Antônio Rueda, presidente nacional do União, são favoráveis a ter Aro concorrendo a governador. Integrantes da federação já vinham apontando, nos bastidores, que esse cenário poderia facilitar uma aliança com o Republicanos.
PL no radar
Quem acompanha com atenção as situações de Cleitinho e de Marcelo Aro é o PL. O partido do presidenciável Flávio Bolsonaro tem o senador mineiro como plano A para encabeçar o palanque no estado e, como alternativa, avalia uma candidatura própria.
Ao mesmo tempo, os liberais admitem que caminhar com Aro está no radar. Na quinta-feira (23), O Fator mostrou que a direção nacional da sigla acenou à federação União-PP com a possibilidade de apoiar o ex-secretário de Governo na eleição para o Executivo.
A sinalização partiu de duas premissas: a busca por reciprocidade no plano nacional — e, consequentemente, o apoio de União e PP a Flávio — bem como dar foco à pré-candidatura do deputado federal Domingos Sávio ao Senado por Minas.