O ex-presidente Michel Temer (MDB) foi a atração principal da sessão de pré-estreia do documentário “963 dias”, nesta segunda-feira (24), em Belo Horizonte. O filme, dirigido por Bruno Barreto, revisita o período do emedebista à frente da Presidência da República e foi exibido para uma plateia formada, sobretudo, por advogados e políticos.
A sessão, organizada pelo escritório de advocacia do deputado federal Paulo Abi-Ackel, que preside o PSDB mineiro, contou com as presenças, além de Temer, de nomes como o também parlamentar Lafayette Andrada (PL) e o candidato do MDB ao governo, Gabriel Azevedo.
Temer acompanhou a exibição na primeira fila e se emocionou ao rever passagens de seu governo. Chorou durante a sessão e, ao final, foi aplaudido de pé pelos presentes. Abi-Ackel também fez uma homenagem ao ex-presidente e teceu elogios a ele.
O documentário recupera episódios do período de Temer no Palácio do Planalto e reúne depoimentos de antigos ministros, aliados e personagens da política nacional, como Rodrigo Maia, Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Tabata Amaral.
A cobertura da imprensa durante o governo também ocupa espaço na produção. O filme critica episódios considerados marcantes daquele período e cita, entre outros casos, a reportagem de Lauro Jardim sobre a acusação de que Temer teria dado aval a uma mesada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.