O senador Cleitinho Azevedo se reuniu, na tarde deste domingo (2), com lideranças do PL em Minas Gerais. O encontro serviu para reforçar que o partido de Jair Bolsonaro o apoiará na disputa pelo governo de Minas Gerais caso o Republicanos decida lançá-lo no páreo.
O Fator apurou que a conversa aconteceu em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado. Participaram da agenda o presidente estadual liberal, o deputado federal Zé Vitor, e o também deputado Domingos Sávio, candidato da sigla ao Senado Federal. A ideia do PL é que Sávio componha a chapa como postulante à Casa Alta do Congresso Nacional. Da parte de Cleitinho, não há objeção a isso.
Como O Fator mostrou mais cedo, o Republicanos avançou pela candidatura de Cleitinho ao Executivo ao longo deste fim de semana, mas deixou a batida de martelo para esta segunda-feira (3), quando o senador voltará a se encontrar com o presidente nacional da agremiação, o deputado federal Marcos Pereira (SP).
Trata-se de uma reviravolta. Na quarta-feira passada (29), a sigla divulgou comunicado descartando a entrada de Cleitinho na disputa pelo Palácio Tiradentes, atribuindo a decisão à demora do congressista em confirmar oficialmente o interesse em pleitear o cargo. Horas depois, o senador convocou uma entrevista coletiva para, pela primeira vez, dizer estar disposto a participar da eleição e pedir que Pereira revisse o tom adotado na nota oficial.
Em meio aos esforços de aliados de Cleitinho para fazer a cúpula nacional do Republicanos mudar de posição, entraram em campo nomes importantes do PL, como o deputado federal Nikolas Ferreira (MG) e o senador Flávio Bolsonaro (RJ). Flávio vai tentar chegar à Presidência da República e tem Cleitinho como plano A para encabeçar seu palanque no estado.
Para um cenário sem Cleitinho, o Republicanos vinha trabalhando em prol do apoio ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro, do PP. Aro, a propósito, já foi avisado de que o partido retomou as tratativas por uma candidatura própria. Apesar disso, há esforços para que a federação formada por União Brasil e PP permaneça na aliança.