Alvo de processos por suposto superfaturamento, Macaé se defende: ‘decisões tomadas por força dos cargos que ocupei’

Nova ministra dos Direitos Humanos é ré em processos na Justiça estadual
A deputada estadual Macaé Evaristo
Macaé Evaristo foi escolhida para tomar posse como ministra. Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

Recém-nomeada ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo minimizou sua condição de ré em processos judiciais e se defendeu em nota publicada nesta terça-feira (10). A ministra enfrenta pelo menos cinco ações civis públicas por improbidade administrativa relacionadas à sua gestão como Secretária de Estado de Educação e também quando chefiou a pasta municipal de BH.

As ações contra Evaristo envolvem supostas irregularidades em licitações e contratos, incluindo:

  1. Contratação irregular de empresa para fornecimento de kits de material escolar, causando prejuízo de R$ 22 milhões aos cofres públicos.
  2. Dispensa indevida de licitação para contratação de serviços gráficos, resultando em dano de R$ 8,6 milhões.
  3. Irregularidades em contrato para fornecimento de mobiliário escolar, com prejuízo estimado em R$ 61 milhões.

Em sua defesa, a ministra afirmou que os processos “são referentes a decisões tomadas por força dos cargos que ocupei na Administração Pública” e seguem “trâmites burocráticos transparentes, que não são baseadas em decisões de caráter pessoal”.

A petista destacou que houve acordos para resolver os casos de forma “célere e eficiente”. Especificamente sobre o processo do kit de carteiras escolares, ela mencionou:

“Houve acordo entre as partes, com pagamento das parcelas acordadas, e o reconhecimento de que não haviam fatores agravantes na minha conduta como Secretária.”

A ministra assegurou ter cumprido todas as obrigações impostas no acordo com o Ministério Público, afirmando não existir pendências de sua parte.

“Sigo tranquila e consciente do meu compromisso com a transparência e correta gestão dos recursos públicos. […] Sempre colaborei com a Justiça de forma engajada, reafirmando meu compromisso com a transparência, responsabilidade e defesa do interesse público”, diz trecho da nota.

A ministra enfatizou sua “dedicação à construção de uma sociedade melhor e mais justa”, negando qualquer ação ilícita durante sua carreira pública.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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