O alto escalão da Prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deve passar por uma renovação depois das eleições deste domingo (4). Fontes informaram a O Fator que a intensidade das mudanças, no entanto, depende do que acontecerá com a ex-prefeita do município, Marília Campos (PT), nas urnas. Ela disputa uma vaga no Senado Federal.
Pessoas ligadas à administração municipal, que conversaram com a reportagem em sigilo, alegam que ao menos dois nomes devem deixar o Executivo, hoje sob comando de Ricardo Faria (PSD), independentemente do resultado das urnas: André Teixeira, chefe de gabinete e secretário interino de Comunicação, e Eduardo Caldeira de Souza Pena, diretor-geral do Serviço Social Autônomo (SSA) de Contagem.
O futuro de outros componentes do alto escalão, porém, depende do desempenho de Marília. Caso a ex-prefeita seja derrotada nas urnas, a tendência é que Faria promova mudanças mais profundas no secretariado herdado da petista.
Entre os que podem deixar a prefeitura estão Geraldo Vítor de Abreu, o Geraldinho, atual secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Rômulo Perilli (Obras); Taciana Malheiros (Saúde); e Lindomar Diamantino (Educação).
Segundo apurou a reportagem, parte dessas pessoas contam com aprovação do prefeito Ricardo Faria, mas a intenção dele é dar ao governo uma imagem mais genuína — como costuma dizer nas reuniões de secretariado, de “continuidade e não de continuísmo”.
O movimento tem relação com 2028, quando Faria deve tentar se eleger para o Executivo municipal como titular da chapa.
Reeleição na Câmara
Enquanto isso, o prefeito obteve uma vitória na Câmara de Contagem nesta quinta-feira (1º). O Legislativo reelegeu o vereador Bruno Barreiro (PV) para a presidência da Casa. Ele ocupará o cargo durante o biênio 2027-2028.
Como mostrou a reportagem, o pleito foi antecipado para impedir influência dos resultados das eleições na escolha da nova Mesa Diretora, ante um acordo firmado entre Faria e Barreiro. Inicialmente, a votação aconteceria em 27 de outubro.
Parte desse movimento foi a exoneração dos secretários de Esportes, Adilson Lamounier (União Brasil); e de Trabalho e Renda, Daisy Silva (Republicanos). Eles retornaram ao Legislativo para votar pela permanência de Bruno Barreiro na presidência.