Candidata do PT ao Senado Federal, Marília Campos não aposta só na aliança oficial com Áurea Carolina, do Psol. No interior de Minas Gerais, ela tem fechado dobradinhas informais, fora da composição oficial dos partidos.
O Fator apurou que, entre os nomes, estão Marcelo Aro, do PP, e Aécio Neves, do PSDB. Em alguns municípios, a conversa chega até o Novo, com Marco Antônio Costa, o Superman. Cada cidade tem sua própria composição, de acordo com a força local de cada candidato.
Membros do PT admitiram à reportagem que o objetivo é puxar o segundo voto na petista. O entendimento é de que Marília já tem o primeiro voto garantido entre a ampla maioria do eleitorado à esquerda. Agora, a estratégia é fazê-la virar a segunda opção dos eleitores ao centro e à direita.
A articulação é conduzida pelo entorno da candidata. Lideranças ligadas à campanha têm investido nas conversas e buscado acordos regionais para ampliar a presença de Marília em municípios onde o PT tem menos força.
No PP, a possibilidade é vista com bons olhos. Tucanos ouvidos pelo O Fator também elogiaram a postura de Marília na campanha, especialmente os movimentos para além do discurso tradicional do PT e a tentativa de dialogar com o centro. Na avaliação deles, a petista tem buscado uma campanha mais voltada às pautas consideradas prioritárias para Minas Gerais, o que facilita a aproximação com eleitores de outros campos políticos.
Entre os tucanos, a aposta é de que a estratégia pode funcionar para os dois lados. Há quem avalie que Marília e Aécio têm chances de chegar juntos ao Senado e que uma dobradinha informal pode ajudar a consolidar os dois nomes em diferentes regiões.
No Novo, candidatos ouvidos afirmam não ter conhecimento das composições em cidades menores e atribuíram eventuais acordos a articulações de lideranças locais.