CCJ da Alerj aprova soltura de Rodrigo Bacellar

Presidente afastado da Alerj, do União Brasil, está preso desde quarta (3) por suspeita de vazar informações para TH Joias
CCJ da Alerj
CCJ da Alerj: votação sobre soltura de Bacellar segue para plenário. Reprodução/TV ALERJ/YouTube

A CCJ da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro acaba de aprovar, por 4 votos de 7, a revogação da prisão do presidente afastado Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso preventivamente por suspeita de vazar informações para TH Joias, ex-deputado estadual que a PF diz ter relação de proximidade com a cúpula do Comando Vermelho.

A decisão final cabe ao plenário – que tem 70 deputados estaduais (69 sem Bacellar). Um deles é Rafael Picciani (MDB), exonerado pelo governador Cláudio Castro do cargo de secretário de Esporte e Lazer para assumir como substituto de TH Joias.

A sessão do plenário está marcada para 15h.

Bacellar está preso preventivamente desde quarta (3). A prisão foi decretada por Alexandre de Moraes a pedido da PF e com parecer favorável da PGR. Bacellar é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, no começo de setembro, que prendeu o então deputado estadual TH Joias, já expulso do MDB. Segundo a PF, TH “tinha relação de proximidade com a cúpula do Comando Vermelho”.

Moraes escreveu na decisão: “A autoridade policial ressaltou que RODRIGO DA SILVA BACELLAR tinha o conhecimento prévio sobre a alteração do número [de telefone] de “TH JOIAS”, assim como orientou o investigado na remoção de objetos da sua residência, a indicar um envolvimento direto “no encobrimento do investigado à atuação dos órgãos de persecução penal”“.

A decisão de Moraes também afastou Bacellar da presidência da Alerj.

O deputado estadual Carlos Minc (PSB) defendeu hoje na CCJ que o projeto de resolução a ser votado deveria ser para manter a prisão, e não para revogá-la. Se esse projeto fosse reprovado pelo plenário, argumentou Minc, então caberia à CCJ produzir um novo parecer. Essa estratégia de Minc aumentaria a exposição dos deputados a favor de soltar Bacellar. A proposta de Minc teve dois votos.

O autor do parecer para soltar Bacellar e presidente da CCJ, Rodrigo Amorim – do mesmo União Brasil de Bacellar – discordou de Minc. Para ele, o projeto deve ser para mudar o status quo, e Bacellar já está preso.

O texto de Amorim é sucinto e oferece uma curta justificativa para soltar Bacellar: “com vistas à preservação da normalidade da representação política e das prerrogativas decorrentes do voto popular”. O parecer dele não enfrenta os motivos pelos quais Bacellar foi preso: não cita TH Joias nem o Comando Vermelho.

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