A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) encerrou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 1,19 bilhão, redução de 29,6% em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (14).
No primeiro trimestre deste ano, a empresa já havia registrado queda de 9,9% no lucro líquido frente ao resultado do mesmo intervalo de 2024, passando de R$ 1,15 bilhão para R$ 1,04 bilhão.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 2,01 bilhões no segundo trimestre, retração de 15,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado, que inclui ajustes para itens não recorrentes, apresentou alta de 16,6% na mesma base de comparação.
Desempenho das subsidiárias
A Gasmig foi a única subsidiária a registrar Ebitda positivo, com alta de 2,5% frente ao segundo trimestre de 2024. A Cemig Geração e Transmissão recuou 37% e a Cemig Distribuição teve queda de 9%.
No lucro líquido, a Cemig Distribuição apresentou R$ 551 milhões no segundo trimestre de 2025, baixa de 48% frente ao R$ 1,06 bilhão apurado no mesmo período do ano anterior. A Cemig GT registrou R$ 342 milhões, aumento de 4,3% sobre o resultado de 2024. A Gasmig teve lucro líquido de R$ 151 milhões, alta de 9,4% na comparação anual.
Possível federalização
A Cemig está entre as empresas que podem ser federalizadas no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permite o abatimento de dívidas com a União mediante repasse de ativos estaduais. Os débitos ultrapassam R$ 160 bilhões.
Em agosto, o governo de Minas Gerais, controlador da companhia, autorizou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a abrir um processo de Request for Information (RFI) — pedido de informação, em português — para identificar consultores técnicos interessados em elaborar laudo de avaliação econômico-financeira da empresa. O procedimento é preliminar e não vinculante.