Comissão da ALMG adia votação de projeto que ‘carimba’ parte da verba de compensação mineral

Projeto trata da criação de poupança para receber ‘fatia’ da CFEM a fim de ampliar orçamento da educação pública estadual
Foto mostra planta de exploração de minério
Vinculação de fatia da cota-parte de Minas da CFEM é pauta da Assembleia. Foto: Victor Fagundes/Sede-MG

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) adiou a votação de um projeto de lei que defende a vinculação, a políticas públicas de educação, de parte dos recursos ganhos pelo estado a partir da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). O texto estava na pauta de análises da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta terça-feira (22), mas teve seu debate adiado porque houve o pedido para que a Secretaria de Estado de Fazenda forneça informações sobre os impactos da medida.

A ideia de vincular uma fatia da CFEM à educação daria origem ao Fundo Social Mineiro do Minério. A poupança ficaria com 20% da cota-parte do governo do estado no que tange à compensação. Esse percentual serviria para bancar educação, ciência e tecnologia em instituições públicas. 

A CFEM é distribuída aos três níveis da administração pública. A União fica com 12% do total arrecadado, enquanto os estados produtores recebem 23% do que foi extraído em seu território. Municípios de vocação minerária, por sua vez, ficam com 65% do valor referente à compensação pelas perdas locais.

O pleito pelo Fundo Social do Minério foi apresentado à Assembleia em 2019, pelo deputado Celinho do Sinttrocel, do PCdoB. O relator da proposta na CCJ é Thiago Cota (PDT).

Segundo Celinho, a criação da poupança destinada à educação pública é uma “reivindicação histórica” da União Estadual dos Estudantes (UEE).

“A atividade mineral é importante para o desenvolvimento do Estado, mas também gera diversos impactos para o meio ambiente, para a vida das populações atingidas e ultimamente vimos no Estado de Minas Gerais crimes decorrentes da atividade de exploração mineral que trouxeram prejuízos incalculáveis para diversos municípios, em especial ao meio ambiente e as atividades socioeconômicas, além de perda de centenas de vítimas”, escreveu Celinho do Sinttrocel em texto enviado aos colegas de Assembleia à época da apresentação da proposta.

Depois que passar pela CCJ, o projeto será analisado por mais três comissões do Legislativo. No plenário, serão dois turnos de votação.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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