O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) montado pelo PT de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (28), indicar à Executiva estadual do partido o aval à pré-candidatura da prefeita de Contagem, Marília Campos, ao Senado Federal. Agora, a ideia será formalmente analisada pela cúpula da sigla em solo mineiro. Posteriormente, a questão precisará ser referendada pelo diretório nacional.
Como O Fator já havia mostrado, aliados de Marília pediram a dirigentes do PT que definissem até fevereiro se a prefeita seria ou não o nome do partido para disputar a Câmara Alta do Congresso Nacional.
Caso decida disputar a eleição, Marília terá de deixar o comando do Executivo municipal até abril, o que exige uma reorganização prévia da gestão e dos espaços políticos na prefeitura.
Segundo um interlocutor a par das negociações, a indicação da prefeita ao Senado vem sendo tratada como peça central para unificar o PT no estado e pavimentar a construção de uma frente ampla formada por partido da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A avaliação predominante nesse grupo é de que a antecipação da decisão ajuda a “desarmar” disputas internas. A orientação defendida pelas alas pró-Marília tem sido a de reduzir pleitos individuais e concentrar esforços na montagem de chapas competitivas, movimento que ganhou tração com a eleição de Leninha para a presidência estadual da legenda.
“Para a outra vaga no Senado, assim como para as candidaturas a governador e vice, o PT‑MG continuará o diálogo e a construção com os partidos e lideranças políticas que integram a base do governo Lula no estado. O GTE está empenhado também na construção de fortes chapas da Federação Brasil da Esperança para disputa da Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa”, informou a legenda, em nota.
