Embrapa projeta perda de ritmo nas altas de preços ao produtor de leite

Conflitos internacionais são desafios para a cadeia produtiva
Em 2023, a disponibilidade de lácteos aumentou acima de 5%
Nos últimos meses, os produtores notaram uma alta nos insumos do leite (FOTO: Rubens Neiva / Embrapa Gado Leite)

A Embrapa Gado de Leite publicou, nessa quinta-feira, nota de conjuntura com os indicadores econômicas para o mercado lácteo em 2024. Apesar de um cenário desafiador, devido aos conflitos no Oriente Médio, e no Leste Europeu, a expectativa é que as altas de preços ao produtor, observadas em plena safra, percam o ritmo.

Em 2023, a disponibilidade de lácteos aumentou acima de 5%. A captação pelas indústrias lácteas aumentou apenas 1,6%. Segundo a Embrapa, isso mostra que a produção nacional pouco evoluiu.

“O aumento do consumo foi viabilizado, basicamente, pelo crescimento de 68,8% das importações neste ano, em relação a 2022. Em 2023 mais de 8% da oferta de leite e derivados no país foi de origem importada”, explicou.

Para a Embrapa, o aumento da renda da população e a queda no preço dos lácteos, que ficou 2,5% mais baratos, ajudaram a aumentar o consumo no Brasil. O leite UHT viu seu preço diminuir quase 7% no ano passado.

Nos últimos meses, os produtores notaram uma alta nos insumos. O ICPLeite, que mede o aumento dos custos de produção de leite, atingiu 1,9% em janeiro de 2024. O valor acumulado em 12 meses ainda está próximo de zero, influenciado pelas deflações observadas no primeiro semestre de 2023.

No mercado atacadista de São Paulo, os preços do leite no mercado spot e o UHT aumentaram nas últimas semanas. Porém, mostra uma tendência de estabilização. Isso pode significar uma perda de ritmo, aponta a Embrapa.

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