A indefinição eleitoral do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) colocou o ex-prefeito de Patos de Minas (Alto Paranaíba), Luis Eduardo Falcão, do mesmo partido, em uma zona de incerteza eleitoral.
Segundo aliados de Falcão, desde que o ex-prefeito se desincompatibilizou do comando do Executivo municipal e da presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM), Cleitinho não voltou a fazer gestos por uma dobradinha na disputa pelo governo do estado. No início de março, o senador havia dito que, em caso de participação na corrida ao Palácio Tiradentes, gostaria de ter o correligionário como vice.
Fora a ausência de gestos de Cleitinho sobre a reserva de um espaço na chapa a Falcão, interlocutores do ex-prefeito mencionam, como agravante, o fato de o congressista oscilar sobre a disposição de entrar na eleição estadual.
Como O Fator já mostrou, ao ser questionado sobre as chances de apresentar uma candidatura a governador, Cleitinho dá respostas contrastantes. Em alguns momentos, sinaliza a possibilidade de encabeçar uma chapa; em outros, indica chance de não concorrer e aderir a uma frente ampla à direita.
Como alternativa, Falcão pode concorrer à Câmara dos Deputados. Nesse cenário, formaria uma dupla eleitoral com a esposa, a deputada estadual Lud Falcão, também recém-filiada ao Republicanos.
Nuvem da política
Em novembro do ano passado, Gleidson Azevedo (Republicanos), então prefeito de Divinópolis (Centro-Oeste), defendeu publicamente uma aliança do irmão gêmeo com Falcão, à época sem legenda.
“Todos nós vamos assinar uma carta para levar ao meu irmão Cleitinho: é Cleitinho governador e Falcão vice”, disse, durante evento com prefeitos.
De lá para cá, o cenário mudou. O próprio Gleidson passou a circular como alternativa em outra engenharia política — desta vez, em uma possível composição com o grupo do governador Mateus Simões (PSD), também na condição de vice.
