A Gasmig vai lançar, nos próximos dias, um projeto para ampliar a interlocução com o setor minerário sobre o uso de gás natural e biometano em operações de mineração e em processos industriais associados ao setor.
Um evento sobre o tema está marcado para o próximo dia 1º, em Belo Horizonte. Participarão o CEO da Gasmig, Gustavo De Marchi, além de representantes das principais mineradoras e siderúrgicas do estado. A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, e o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes, também devem participar.
Batizado de O Gás que Move Nossas Minas, o projeto pretende colocar as mineradoras em contato com a estatal para discutir questões como competitividade dos custos energéticos, segurança e diversificação do suprimento, substituição de combustíveis, eficiência energética e descarbonização de processos.
Segundo a Gasmig, a proposta é criar um ambiente de relacionamento capaz de transformar as discussões em oportunidades concretas de projetos, investimentos e novas soluções energéticas. Apesar de ser um combustível fóssil, o gás natural emite menos gases do efeito estufa, quando queimado, em comparação ao carvão mineral e derivados do petróleo. Já o biometano é um gás considerado limpo.
Na mineração, o gás natural é utilizado principalmente como fonte de calor em processos como a pelotização do minério de ferro e a secagem de minérios. O biometano, por sua vez, pode substituir o diesel em veículos pesados adaptados para operar com gás, inclusive caminhões utilizados no transporte de minério.
De acordo com De Marchi, a maior parte da rede de gasodutos de Minas Gerais ainda possui capacidade disponível e poderia atender a um eventual aumento da demanda por gás natural e biometano.
Produzido a partir da decomposição de matéria orgânica, o biometano é composto predominantemente por metano e, quando atende às especificações de qualidade, pode ser injetado e transportado pela mesma infraestrutura utilizada pelo gás natural.
“Queremos saber qual é a escala prevista do setor e passar a nossa visão para eles. Também queremos ajudar na gestão do portfólio da compra de gás”, diz Marchi.