Cúpula da Copasa projeta venda de cerca de 30% do capital da companhia em caso de privatização

Bloco acionário vendido pelo governo mineiro ainda será estipulado após estudos e aprovação na Assembleia Legislativa
Barramento da Copasa
Privatização da Copasa é uma das prioridades do governo Zema. Foto: Copasa/Divulgação

Administradores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) têm sinalizado que o governo do estado deve colocar à venda cerca de 30% das ações da companhia, parcela expressiva da sua fatia societária na estatal. Atualmente, o governo mineiro detém 50,03% das ações da Copasa.

Apesar da indicação quanto à disposição de negociar 30%, o estado só vai estipular o percentual exato a ser vendido após estudos que serão apresentados pelo banco BTG, pelo escritório Stocche Forbes e pela auditoria Ernst & Young.

A privatização foi aprovada em 1° turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta terça-feira (2), e deve seguir para apreciação em segundo turno na próxima semana.

Em meio aos preparativos, há argumentação favorável na cúpula da empresa para que a privatização seja feita em leilão de bloco na B3, vendida, assim, para consórcio/empresa que fizer o maior pagamento por fatia do governo.

Como O Fator revelou, entre as hipóteses cogitadas estão justamente um leilão de bloco ou diretamente uma operação de follow on (venda subsequente de ações). À mesa, está ainda uma operação dupla, com leilão sucedido de follow on, como no caso da Sabesp em São Paulo.

Embora ainda não tenha definido o tamanho da fatia que vai negociar junto à iniciativa privada, o governo de Romeu Zema (Novo) já definiu que vai manter as chamadas golden shares, tipo de ação que dá poder de veto a iniciativas de administradores.

Fontes ligadas à companhia dizem que a orientação do governo é para que o processo de privatização seja concluído até o fim de março do ano que vem. Embora o ano de disputa presidencial ofereça riscos habituais para o dólar, a administração da Copasa defende que o momento e o modelo serão mais favoráveis e atraentes para o mercado do que foi a privatização da Sabesp e da Cedae, no Rio de Janeiro.

A cúpula da companhia entende que a conclusão da privatização deve ser realizada em meio a esse momento favorável, com inflação no caminho da meta e curva de juros mais favorável, o que ajudaria na precificação da Copasa e consequentemente em maior arrecadação ao governo mineiro pela venda.

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