Incorporação ao Solidariedade é plano B do Avante para entrar em federação com o PRD

Partido tem acordo com o bloco Renovação Solidária por união e fez dois pedidos ao TSE para viabilizar acordo
Luís Tibé e Augusto Cury
Presidido por Tibé, Avante teve Augusto Cury como candidato a presidente. Foto: Divulgação

O Avante aposta em dois caminhos para concretizar o acordo de adesão à federação entre PRD e Solidariedade. Uma das possibilidades é o ingresso direto na coalizão entre os partidos; a outra ideia à mesa, soube O Fator, diz respeito a uma incorporação ao Solidariedade. 

O pedido do Avante para entrar na federação já está nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme inicialmente noticiado pela Rede 98. O Fator avançou na apuração e soube que uma solicitação alternativa, para viabilizar a incorporação com o Solidariedade, também foi protocolada.

Interlocutores envolvidos nas tratativas dão a união das legendas como certa. Embora a entrada do Avante diretamente na federação seja citada como a via mais provável, o caminho envolvendo a junção ao Solidariedade foi apresentado como uma espécie de seguro, para o caso de a Justiça Eleitoral negar o aumento de tamanho de um bloco partidário já criado.

As conversas por uma aliança entre PRD-Solidariedade e Avante estão alicerçadas no objetivo de cumprir os requisitos para a cláusula de barreira. Isoladamente, nem o Avante nem a atual composição da federação conseguiram superar o piso de desempenho e estão ameaçados de perder acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão.

Para ter acesso a recursos e a tempo de exposição as legendas precisavam obter pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais, com votação mínima de 1,5% em pelo menos nove estados, ou eleger 13 deputados federais distribuídos por pelo menos nove unidades federativas.

Segundo levantamento do Congresso em Foco, para o Avante, faltou eleger mais oito deputados e ampliar a presença de seus parlamentares a mais seis estados. A agremiação também conseguiria superar a cláusula se tivesse 1 milhão de votos a mais em todo o país, combinados com desempenho de 1,5% dos votos válidos em mais três unidades da federação.

No caso do bloco PRD-Solidariedade, seria preciso eleger mais seis deputados federais, distribuídos por mais seis estados, ou obter mais 723 mil votos nacionais, com desempenho de 1,5% em mais três unidades federativas.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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