O Avante aposta em dois caminhos para concretizar o acordo de adesão à federação entre PRD e Solidariedade. Uma das possibilidades é o ingresso direto na coalizão entre os partidos; a outra ideia à mesa, soube O Fator, diz respeito a uma incorporação ao Solidariedade.
O pedido do Avante para entrar na federação já está nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme inicialmente noticiado pela Rede 98. O Fator avançou na apuração e soube que uma solicitação alternativa, para viabilizar a incorporação com o Solidariedade, também foi protocolada.
Interlocutores envolvidos nas tratativas dão a união das legendas como certa. Embora a entrada do Avante diretamente na federação seja citada como a via mais provável, o caminho envolvendo a junção ao Solidariedade foi apresentado como uma espécie de seguro, para o caso de a Justiça Eleitoral negar o aumento de tamanho de um bloco partidário já criado.
As conversas por uma aliança entre PRD-Solidariedade e Avante estão alicerçadas no objetivo de cumprir os requisitos para a cláusula de barreira. Isoladamente, nem o Avante nem a atual composição da federação conseguiram superar o piso de desempenho e estão ameaçados de perder acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão.
Para ter acesso a recursos e a tempo de exposição as legendas precisavam obter pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais, com votação mínima de 1,5% em pelo menos nove estados, ou eleger 13 deputados federais distribuídos por pelo menos nove unidades federativas.
Segundo levantamento do Congresso em Foco, para o Avante, faltou eleger mais oito deputados e ampliar a presença de seus parlamentares a mais seis estados. A agremiação também conseguiria superar a cláusula se tivesse 1 milhão de votos a mais em todo o país, combinados com desempenho de 1,5% dos votos válidos em mais três unidades da federação.
No caso do bloco PRD-Solidariedade, seria preciso eleger mais seis deputados federais, distribuídos por mais seis estados, ou obter mais 723 mil votos nacionais, com desempenho de 1,5% em mais três unidades federativas.