Indicado ao TCE, Tadeu tem aval do governo para ficar na ALMG até o fim do ano

Presidente do Legislativo foi eleito para a Corte de Contas na semana passada, em votação unânime
Mateus Simões e Tadeu Leite
Tadeuzinho tem aval do Executivo para seguir à frente da Assembleia. Foto: Luiz Santana/ALMG

Eleito para o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Leite, do MDB, tem sinal verde do governo para seguir à frente do Parlamento até o fim do ano. 

Na semana passada, ao ter a indicação à Corte de Contas referendadas pelos colegas, Tadeuzinho havia manifestado a intenção de continuar na ALMG nos próximos meses, mas indicou que precisava conversar com o governador Romeu Zema (Novo) e com o vice, Mateus Simões (PSD), para alinhar a permanência.

A O Fator, Simões, que assumirá o Executivo em 22 de março, confirmou que o Palácio Tiradentes concorda com o plano do chefe do Legislativo.

A posse no TCE-MG depende de ato de nomeação expedido pelo governo do estado. 

Simões costuma ressaltar a boa relação que possui com Tadeuzinho e a avaliação positiva que faz da gestão do emedebista à frente da Assembleia. Comumente, o vice de Zema diz tratar-se do melhor chefe do Legislativo estadual com quem conviveu — considerando inclusive o tempo em que atuou como servidor concursado da Casa.

Dois caminhos

Em entrevista coletiva na quarta-feira (4), Tadeuzinho afirmou que, a partir do aval dos colegas para rumar ao TCE-MG, pretende acompanhar “dos bastidores” as conversas sobre a montagem de chapas para a corrida ao governo estadual. 

Segundo ele, os debates a respeito do MDB na eleição mineira são conduzidos pelo presidente do diretório local, o deputado federal Newton Cardoso Júnior.

“Continuo, obviamente, aqui na Assembleia, na discussão político-partidária, até o final da minha legislatura, mas não pretendo me envolver diretamente na discussão de disputa majoritária para o governo de Minas”, falou.

Nos bastidores, contudo, interlocutores da Assembleia apontam a garantia de um assento na Corte de Contas como trunfo para que o presidente da Casa possa analisar, com calma, uma eventual participação efetiva na disputa eleitoral.

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