Vale é autorizada a retirar 107 mil m³ de rejeitos do Rio Paraopeba

Medida faz parte de TAC assinado após tragédia de Brumadinho
Catástrofe socioambiental provocada pelo rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho
A barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, sob responsabilidade da mineradora Vale, se rompeu em janeiro de 2019. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

O Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) autorizou nesta semana a Vale a retirar 107,2 mil metros cúbicos (m³) de rejeitos do Rio Paraopeba. A ação faz parte das intervenções estabelecidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2019, após a tragédia de Brumadinho, e no Acordo Judicial de Reparação Integral, assinado em 2021.

O aval, concedido na quarta-feira (24), engloba um segundo trecho do rio afetado pelos rejeitos liberados a partir do rompimento da barragem B1 da mina Córrego do Feijão. Ao todo, o rompimento liberou 12 milhões de m³ de rejeitos.

A área de toda a intervenção fica entre a ponte ferroviária da MRS, em Brumadinho, e a Usina Termelétrica de Igarapé e é dividida entre 46 quilômetros. O trecho 2 vai dos quilômetros 3 a 6 e contempla 15,5 hectares.

Os rejeitos depositados no Rio Paraopeba serão retirados por meio de dragagem mecanizada, com uso de escavadeiras embarcadas. Lá, o material depositado será conduzido por bombeamento hidráulico até reservatórios na sub-bacia do Ribeirão Ferro-Carvão, onde será levado, por meio de caminhões, a um depósito para redução de umidade e, posteriormente, despejado na cava da mina Córrego do Feijão.

Segundo a Vale, a remoção dos rejeitos no trecho 2 terá duração aproximada de 12 meses.

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

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