O Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam) autorizou nesta semana a Vale a retirar 107,2 mil metros cúbicos (m³) de rejeitos do Rio Paraopeba. A ação faz parte das intervenções estabelecidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2019, após a tragédia de Brumadinho, e no Acordo Judicial de Reparação Integral, assinado em 2021.
O aval, concedido na quarta-feira (24), engloba um segundo trecho do rio afetado pelos rejeitos liberados a partir do rompimento da barragem B1 da mina Córrego do Feijão. Ao todo, o rompimento liberou 12 milhões de m³ de rejeitos.
A área de toda a intervenção fica entre a ponte ferroviária da MRS, em Brumadinho, e a Usina Termelétrica de Igarapé e é dividida entre 46 quilômetros. O trecho 2 vai dos quilômetros 3 a 6 e contempla 15,5 hectares.
Os rejeitos depositados no Rio Paraopeba serão retirados por meio de dragagem mecanizada, com uso de escavadeiras embarcadas. Lá, o material depositado será conduzido por bombeamento hidráulico até reservatórios na sub-bacia do Ribeirão Ferro-Carvão, onde será levado, por meio de caminhões, a um depósito para redução de umidade e, posteriormente, despejado na cava da mina Córrego do Feijão.
Segundo a Vale, a remoção dos rejeitos no trecho 2 terá duração aproximada de 12 meses.