Eventos no Mineirão movimentaram quase R$ 1,1 bilhão, indica estudo

É o primeiro levantamento após a pandemia e com Atlético e Cruzeiro mandando partidas no estádio
Gigante também em arrecadação / Foto: Divulgação

Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas (Ipead), da UFMG, indicaram que eventos esportivos e culturais realizados no Mineirão movimentaram mais de R$ 1,1 bilhão na economia mineira em 2022. O levantamento foi concluído recentemente e indica que para cada R$ 1 gasto no Mineirão – seja com ingressos, alimentação ou estacionamento – quase R$ 4 são gastos fora do estádio. Ou seja, os eventos impactam toda a região no entorno do Gigante da Pampulha.

No caso dos eventos sociais, os gastos do lado de fora do estádio chegam a R$ 2,67. No geral, para todos os eventos pesquisados, o dispêndio é de R$ 3,35 fora do Mineirão para cada R$ 1 gasto dos portões para dentro. Os setores impactados fora da arena incluem serviços de hospedagem, alimentação e transporte, entre outras atividades.

Ao todo, foram R$ 575 milhões decorrentes das 55 partidas de futebol e R$ 388 milhões dos 152 eventos culturais, corporativos, feiras e shows. Considerando as movimentações indiretas ao redor das atividades no local, o Ipead chegou ao número de R$ 1,160 bilhão.

O levantamento é relevante para o mercado, pois é o primeiro a ser feito após a pandemia do novo coronavírus e com Atlético e Cruzeiro mandando partidas no estádio. “O ano de 2022 foi, sem dúvida, o melhor ano do Mineirão desde a reforma. Foi a primeira vez que Cruzeiro e Atlético escolheram o Mineirão como casa para toda a temporada. Paralelamente, com diálogo e planejamento, conseguimos ocupar a capacidade ociosa do estádio com shows e eventos”, ressalta o diretor do Mineirão, Samuel Lloyd.

A partir das simulações de um modelo estabelecido pelo Ipead, o impacto sobre a economia de Minas chega a R$ 1,160 bilhão, sendo R$ 671 milhões das atividades do futebol e R$ 489 milhões dos shows e atividades sociais. Desses R$ 1,160 bilhão, a maior parte se dá em Belo Horizonte: R$ 1,045 bilhão. A atividade econômica impulsionada pelos eventos gerou R$ 61,5 milhões em impostos para Minas Gerais. Desse montante, o governo teria arrecadado R$ 15,7 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o município, R$ 39 milhões em Imposto sobre Serviço (ISS). Em termos gerais, se considerarmos todos os eventos, o impacto total sobre o PIB de BH seria de 0,77% e de 0,14% em Minas Gerais.

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