O acordo para o pontapé inicial da tramitação do PL do Ipsemg na Assembleia

Texto será analisado pela CCJ nesta terça-feira (25), mas votações em outras comissões ficarão para depois
Deputados debatem PL do Ipsemg na CCJ da Assembleia
CCJ fez reunião nesta segunda (24) para receber, e encaminhar, relatório de Zé Laviola sobre Ipsemg. Foto: Willian Dias/ALMG

Após semanas de impasse, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa deve votar, nesta terça-feira (25), o projeto de lei (PL) que altera os valores do piso e do teto das contribuições repassadas ao Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Apesar disso, a proposta não deve ser analisada por outras comissões do Parlamento nesta semana, conforme acerto entre parlamentares nesta segunda-feira (24).

Mais cedo, o relator do texto na CCJ, Zé Laviola (Novo), distribuiu cópias de seu parecer sobre a proposta aos colegas de comissão. Os parlamentares, então, ganharam algumas horas até a manhã desta terça para a leitura do documento. O relatório de Laviola defende a aprovação do projeto na forma de um substitutivo.

Nos termos do acordo que destravou a votação do projeto na CCJ, a análise do PL do Ipsemg nas comissões de Administração Pública (APU) e Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) deverá acontecer a partir da semana que vem — ainda não há datas definidas.

A equipe do governador Romeu Zema (Novo) não deseja mexer na alíquota de contribuição de 3,2% imposta aos beneficiários do Ipsemg. A ideia, entretanto, é alterar os valores do piso, que passaria de R$ 33,02 para R$ 60. O teto dos repasses, por sua vez, iria de R$ 275,15 para R$ 500. 

Busca por soluções

A análise na primeira comissão, combinada com uma paralisação momentânea da tramitação da proposta, acontece após aliados de Zema cogitarem outras saídas para acelerar a passagem do PL do Ipsemg pela Assembleia. Interlocutores chegaram, inclusive, a sondar Bruno Engler (PL) sobre a possibilidade de abrir mão da vice-presidência da CCJ. O movimento serviria para que outro parlamentar, mais alinhado ao governo, assumisse o posto para dar andamento à tramitação.

Isso porque Engler e o presidente da CCJ, Arnaldo Silva (União Brasil), que marcou presença nesta segunda-feira, faltaram a reuniões anteriores.

Com as faltas, a presidência foi exercida interinamente por Doutor Jean Freire (PT), o mais velho entre os parlamentares da comissão. Integrante da oposição, que defende alterações na proposta sobre o Ipsemg, Freire optou por adiar a votação do projeto no comitê.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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