O freio na troca da presidência da Cemig

Governo de Minas havia indicado nome para assumir comando da estatal de energia, mas mudança pode não ocorrer mais
A sede da Cemig em Belo Horizonte. Foto: ALMG/Luiz Santana

Indicado pelo governo de Minas para presidir a Cemig, o engenheiro Márcio Augusto Vasconcelos Nunes pode não assumir o comando da empresa. Embora a indicação tenha sido divulgada ao mercado em Fato Relevante no final de agosto, o nome ainda não recebeu o aval de áreas internas da companhia.

Pelo que O Fator apurou, as áreas jurídica e de governança da Cemig concluíram que Nunes não poderia ser aprovado, neste momento, por questões judiciais.

O Conselho de Administração da Cemig deveria analisar a indicação na reunião marcada para a última sexta-feira (4). O tema, no entanto, foi retirado da pauta antes de ir a votação.

Com o impasse, o governo mineiro passou a considerar a possibilidade de desistir da troca na presidência da companhia. Nesse cenário, Alexandre Ramos poderia continuar como presidente executivo da Cemig.

Outro cenário em vista é encontrar um novo nome para ser indicado à Cemig. Junto com Nunes, o governo também havia dado aval ao advogado Fernando Fagundes, que recusou o convite por motivos pessoais. Nesta quinta-feira (10), também passou a ser ventilado o Diretor Adjunto Jurídico da Copasa, Marco Aurélio Vasconcelos, para o comando da Cemig.

Ainda não há uma decisão final sobre a permanência de Ramos, a aprovação de Nunes ou a indicação de outro nome para o cargo.

Ramos assumiu a presidência da Cemig em maio, após ter presidido a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a CCEE.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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