O nome que o União Brasil defendeu para a vaga de vice de Cleitinho

Ideia foi levada ao senador em reunião nessa segunda (3), mas parlamentar seguiu defendendo chapa com Luís Eduardo Falcão
O senador Cleitinho Azevedo
Impasse sobre vice de Cleitinho frustrou negociações entre Republicanos e partidos aliados. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O União Brasil defendeu a indicação do ex-secretário de Estado de Governo Danilo de Castro como candidato a vice para compor uma eventual chapa de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais, apurou O Fator. O senador, contudo, não abriu mão de ter o correligionário Luís Eduardo Falcão como companheiro nas urnas, o que travou as negociações e culminou no vídeo em que, emocionado, Cleitinho anunciou a desistência.

A ideia foi levantada antes de, nesta terça-feira (4), Cleitinho surgir na convenção nacional do Republicanos e pedir ao partido uma nova chance, negada em público pela cúpula da sigla.

O pleito do União pela vaga de vice foi confirmado, durante a convenção, pelo presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP). Como mostrou O Fator, diante da possibilidade de Cleitinho ser confirmado pelo partido como candidato em uma reunião nessa segunda-feira (3), Marcelo Aro (PP), que vinha sendo tratado como opção ao Executivo estadual, chegou a retomar as tratativas sobre a possibilidade de concorrer ao Senado.

Para a costura sair do papel, contudo, o União, que forma uma federação com PP, exigiu, além da vaga de Aro ao Senado, a prerrogativa de apontar o vice.

“O União, já que está em uma federação com o Progressistas (o PP), criou uma certa dificuldade para voltar atrás, porque diante de tantas e vindas, gerou insegurança a todos. A União Progressista (nome da federação) colocou uma condição para que liberasse Marcelo (Aro) para ser candidato ao Senado e apoiar Cleitinho: que também tivesse a vaga de vice, além do Senado. E o senador não aceitou”, relatou Pereira a correligionários.

Bronca de minutos

Pereira discursou sobre a questão Cleitinho por mais de 20 minutos. Ele teve a palavra após o senador voltar atrás e falar sobre o desejo de concorrer a governador.

“Eu queria pedir para vocês, do fundo do meu coração, que me deixem disputar o governo de Minas. Eu peço essa oportunidade. Se vocês entenderem que não devo, eu vou respeitar. Mas eu precisava fazer esse pedido olhando nos olhos de vocês”, clamou.

A fala de Cleitinho foi recebida com aplausos discretos pela plateia presente. Ao justificar a – nova – mudança de posição, afirmou que vive um período de luto e disse que decidiu desistir da candidatura em um momento de fragilidade emocional.

“Eu venho passando por um momento de luto há 15 dias. Ontem, na hora que eu fui decidir essa situação, de domingo para segunda, eu tive um momento de vulnerabilidade, de espiritualidade. Não estava bem e fiz esse vídeo”, completou.

Na reprimenda, Pereira descartou rever a decisão que terminou com a saída de Cleitinho do páreo. Ele salientou que “tudo tem o seu tempo” e que um partido político não pode ficar “indo e voltando” em decisões.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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