O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, começa em fevereiro uma incursão pelo país para medir a temperatura do eleitorado e aferir a viabilidade de uma nova candidatura ao Palácio do Planalto.
Caso o projeto seja oficializado, a meta é consolidar o tucano pelo menos em terceiro lugar na disputa presidencial para fortalecer a musculatura da legenda e devolver ao partido condições de pautar discussões nacionais.
A primeira parada será Porto Alegre (RS). Ainda em fevereiro, ele embarca para os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Durante as visitas, o presidente do PSDB cumprirá um roteiro de entrevistas, participações em eventos políticos e diálogos com lideranças locais.
A indefinição do tucano sobre disputar a presidência ocorre em um cenário de fragmentação no qual nomes como Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo) aparecem no horizonte.
Para interlocutores, a pulverização de votos entre os candidatos que tentam se descolar dos extremos pode impedir que nomes fora dos dois pólos alcancem 10% das intenções de voto.
Nesse contexto, o entorno de Aécio aposta no “recall” acumulado pelo parlamentar, considerado por eles mais robusto do que o dos demais concorrentes da chamada terceira via.
Ainda de acordo com pessoas próximas do deputado, a performance do tucano em debates e confrontos diretos pode ser o diferencial para reorganizar o centro político, dando mais visibilidade ao PSDB e ampliando a bancada federal tucana.
A possibilidade de Aécio ser candidato, conforme adiantou O Fator, surgiu após o parlamentar tomar posse como presidente nacional do PSDB e começar a receber aliados no gabinete para falar sobre o futuro político.
Como resposta a alguns deles, confidenciou a possibilidade de se lançar à Presidência em 2026. O próprio Aécio classificou a hipótese como “ato de loucura” e pegou de surpresa até mesmo interlocutores.