A nova sinalização de PP e União a Mateus Simões

Dirigentes dos partidos publicaram foto com vice-governador e secretário de Estado de Governo
Marcelo Freitas, Mateus Simões, Pinheirinho e Marcelo Aro
Simões disse à reportagem que pretende cumprir acordo firmado com direções de União Brasil e PP em Minas. Foto: Reprodução/Instagram

Com o intuito de marcar território em meio às conversas sobre uma possível chegada do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à federação União Brasil e PP, lideranças das duas siglas publicaram, na noite dessa quarta-feira (21), uma foto com o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP).

Nela, a dupla aparece com os presidentes estaduais dos partidos, os deputados federais Marcelo Freitas, do União Brasil, e Pinheirinho, do PP. 

Para interlocutores ouvidos por O Fator, o gesto serviu para sinalizar que, a despeito do desejo de uma ala do União Brasil simpática a Pacheco, a federação deve caminhar ao lado de Simões na disputa pelo Executivo estadual.

A federação PP-União Brasil, cabe lembrar, já anunciou a pré-candidatura de Marcelo Aro ao Senado Federal. A costura é para que ele concorra à Casa Alta do Congresso Nacional na chapa de Simões e com apoio, também, do governador Romeu Zema (Novo), que quer chegar ao Palácio do Planalto na eleição deste ano. 

Direção nacional pode entrar em campo

Ainda pelo que apurou a reportagem, o desejo de Freitas e Pinheirinho de compor a coligação liderada pelo PSD é referendado pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. 

A avaliação é de que Rueda tem capilaridade suficiente para acalmar os ânimos de lideranças simpáticas a uma eventual filiação de Pacheco, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AL).

Entre setores de União e PP, há também a percepção de que encampar uma candidatura de Pacheco soaria como contradição à decisão de desembarcar do governo Lula. 

Embora a coalizão já tenha defendido, anteriormente, que em alguns estados as articulações ocorram de forma independente das tratativas nacionais, a avaliação é de que essa regra não se aplicará a Minas, por se tratar do segundo maior colégio eleitoral do país.

Outro entrave apontado por fontes ouvidas pela reportagem é que Pacheco só aceitaria mudar de sigla caso ele próprio ou um aliado de extrema confiança assumisse a liderança do partido no estado.

A avaliação é de que a exigência busca evitar a repetição do que ocorreu no PSD, que, com o fortalecimento da direção estadual, filiou Simões, que estava no Novo.

Foi a chegada do vice-governador, inclusive, que levou Pacheco a avaliar a necessidade de buscar outra legenda para o caso de permanecer na disputa política. Ele também conversa com MDB e PSB. 

Pacheco é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a disputa ao governo de Minas Gerais em 2026. O senador, no entanto, já sinalizou publicamente que pode deixar a vida pública depois de ser preterido para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Fransciny Ferreira é jornalista, com especialização no setor público e em gestão de imagem. Atua na cobertura política, com experiência em redações, assessoria de imprensa e marketing digital. Foi editora-chefe de O Tempo em Brasília, assessora da Presidência do Senado e liderou estratégias de PR no setor farmacêutico. Sugestões de pautas para: [email protected]

Leia também:

Site da Loteria Mineira lucra apenas R$ 40 mil ao mês com apostas esportivas

Copasa: Safra vê valor pago pela Equatorial como atrativo e diz que preço-alvo pode chegar a R$ 80

Justiça marca audiência para julgar vereadores de BH acusados de usar verba da Câmara em campanhas eleitorais

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse